sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Notícias da Nave-Mãe

É muito engraçado acompanhar o desenvolvimento de um bebezinho assim, do tamanho da Chicorinha. Cada dia ela inventa um som novo e cantado pra conversar com a gente, com a mão dela, com seus bichos do móbile e da cadeirinha e com seu amigo mais querido de todos: o Lustre da sala.

De vez em quando também ela vira a 'mulherzinha das cavernas' porque, vocês sabem, por detrás daquela figurinha de pele macia e cheirosa e das roupinhas delicadas e do olhar inocente, todo bebê é um pequeno selvagem, livre de qualquer etiqueta social e e totalmente obstinado. É quando ela mama como se estivesse há vários dias nas savanas sem água nem comida, pra desespero da dona do peito.

Semana passada fomos dar as vacinas e eu aprendi mais uma lição de mãe: que na hora da dor ela vai olhar nos meus olhos buscando conforto e segurança e que por isso eu preciso abrir mão do meu jeito dramático-mexicano de encarar as mazelas da vida, sejam elas terremotos ou meras injeções, e engolir a vontade de fazer aquela cara triste e chorar junto, mas ser forte e sorrir, brincar, fazer esquecer, conduzindo-a de novo para o outro lado, o lado bom. Logo eu, a depressiva de plantão. E assim, é verdade que os filhos nos ensinam a sermos pessoas melhores, até para nós mesmos.

Esqueci de contar aqui que ela tá dormindo comigo na cama há várias semanas, contrariando o meu lindo discurso de antes de ela nascer. É muito simples: quando se descobre que basta isso pra você deixar de ser um zumbi e dormir maravilhosamente bem a noite toda - claro, comparada a outras mães de bebês novinhos que não sejam propriamente uns anjos - fica muito fácil abrir mão de suas convicções. Tanto que li num site que, se a pessoa não pretende acostumar a criança não deve jamais fazer isso uma primeira vez pois corre o risco de ela, a adulta, ficar acostumada... Como diz a Magner, na prática a teoria é bem outra.

No começo fiquei com muito medo de machucá-la, mas o negócio parece que é programado biologicamente: a gente dorme e acorda no mesmo lugar. O neném que costumava fazer um escândalo a cada meia hora porque acordava assustado continua a despertar várias vezes mas mama quietinho ou então volta a dormir por si só. E de manhã você ainda ganha um sorrisão de brinde!

Tem bastante coisa sobre cama compartilhada na net, incluindo instruções de segurança. Eu confesso que me dei o prazo de três meses para depois acostumá-la no berço. Todo mundo diz que, completado o primeiro trimestre as coisas ficam mais fáceis, o que 'casa' com aquela teoria da extero-gestação, então estou apostando nisso, mesmo porque existe também um pai carente ali, do outro lado da parede, dormindo com Laurinha, a gata.

Que Kama Sutra nada, a nova onda do momento é o Mama Sutra...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Educação musical

Vocês são testemunhas de que eu estou tentando oferecer uma boa educação musical pra Chicorinha desde o princípio, o problema é que na hora da troca de fraldas e das brincadeiras é só tranqueira que surge na cabeça pra cantar pra ela...

"Vem, tchutchuca,
Vem aqui com sua tigrona!"
(Bonde do Tigrão, quem poderia imaginar...)


"Dona Catarina, me dá água pra beber
Se você não me der água vou falar mal de você"
(Almir Guineto - de onde raios conheço esse cara!?) 


"Já pegou no cabelinho
Já peguei
Já pegou no narizinho
Já peguei
Já pegou na barriguinha
Já peguei
Agora, pare:
Pegue no bumbum"
 (É o Tcham, em outra pérola do cancioneiro popular...)


"Estou apaixonada, apaixonada estou
Pela dona do primeiro andar
Pela dona do primeiro andar
Pela dona do primeiro andar...
Peladona"
(Os Originais do Samba, estes eram legais, rs)


"I love seu rostinho
I love seu narizinho
I love seu umbiguinho
And I love you todinha"

(Falcão, o Rei do Brega...)

Agora, legal mesmo é o pai dela, que canta o hino do Santos e o tema da vitória do Ayrton Senna pra ninar a menina...)

Socoooooooooorro!!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dois meses de pura Chicorice!

Eu queria ter uma memória fotográfica, não, cinematográfica, ou mais que isso, pra conseguir guardar cada expressão da minha Chicorinha e o que sinto quando as vejo. São tantas carinhas, tantos momentos adoráveis que câmera nenhuma conseguiria capturar com perfeição, e é pena que nem mesmo nosso cérebro consiga guardar inteiramente as nossas lembranças...

Adoro recordar como eram as mãozinhas dela quando nasceu, a pele fininha, ressecada até, uns dedinhos finos e delicados que me davam aflição, e como elas foram se transformando nesses mãozãos fofos e macios de agora. Nos seus primeiros dias de vida eu gostava de imaginar que ela fazia 'discursos de sonhos' enquanto mamava, pois de olhinhos fechados desenhava arcos no ar, fazia conchinha com a palma da mão como se orasse ou então fechava os dedos naquele gesto que os italianos fazem ao dizer "Mamma mia!". Hoje já é diferente, ela brinca com os dedos sobre a minha pele fazendo caracóis com a ponta das unhas.

Adoro quando ela termina de mamar e fica com aquela boca cor-de-rosa meio apertadinha e às vezes continua mexendo os lábios, como se ainda mamasse, "beudinha de sono" quando a ergo logo depois, encolhida como uma tartaruga ou como diz o avô dela, um Agarradinho.  Adoro os sorrisos de encantamento que dá para o pai e acho graça de ela achar graça em mim dançando. Adoro quando a flagro me seguindo com os olhos pela casa. Adoro dançar com ela pra fazê-la dormir. Adoro o cheiro nas mãos fechadinhas guardando sua coleção de fiapos de roupas, parece criança que correu e brincou o dia todo.

Adoro a manha dela quando cansa do brinquedo e faz um único 'uá' sentido e entediado, como se chorasse de mentirinha, e os seus chorinhos resmungões quando está quase dormindo e não quer dar o braço a torcer... E de manhã quando espreguiça jogando o barrigão pra frente, fazendo uma bolinha, e estica os bracinhos pra cima como se fosse gente grande...

Tem tanta coisa que eu adoro dessa menininha que não vou conseguir parar de escrever. Espero que a minha memória seja boa o suficiente pra me lembrar de pelo menos algumas delas, pra sempre.  Mas se não der, tudo bem, pois sei que todos os dias vou viver coisas lindas, novas e encantadoras com a minha Princesa.





Ontem a Chicorinha completou dois meses, e também ontem foi o Dia dos Pais. Não deu tempo de escrever nada pro Sr. Chicório, mas o que eu disse pessoalmente a ele foi que estou orgulhosa da maneira como ele tem desempenhado seu mais novo papel: o de pai carinhoso, engraçado, presente, calmo, seguro, solícito, responsável. A Chicorinha simplesmente o adora, se encanta com suas brincadeiras, conversa com ele todos os dias com 'ais' e 'agus' risonhos...

Vandinho e seu presente de Dia dos Pais, num embrulho marrom e cor-de-rosa...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Catarina Patalina



Dando adeus ao macacão de patinho que quase não serve mais!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Moda Jovem, muito jovem

A Sócia da Light já falou do assunto com muita propriedade e eu pude constatar pessoalmente o quanto roupinhas de bebês podem ser irritantemente problemáticas. E a gente, como marinheira de primeira viagem, acaba comprando peças que, embora muito bonitinhas, são terríveis de vestir e de usar.

No primeiro dia de vida da Chicorinha entrei em parafuso tentando passar aquela mãozinha de dedos minúsculos e delicados - que, segundo a enfermeira, podiam ser fraturados se esquecêssemos algum no caminho - pela manga estreita do body. Segui o conselho da Encantadora de Bebês e passei a evitar qualquer coisa que precisasse ser vestida pela cabeça, já que isso desorienta e irrita os bebês - e claro, as mães.

Assim, em nome da praticidade, pedi pro Sr. Chicório procurar uns bodys de abertura frontal a fim de simplificar o underwear. Ele visitou nada menos do que nove lojas para conseguir o artigo (de luxo, pois além de raro, o fato de ser de botão encareceu assustadoramente a peça).

Isto dito, seguem algumas de minhas sugestões para aprimorar as roupinhas de bebê. Eu sei que tudo isso já existe, mas custa caro, e acho que o grande público também tem direito a um pouco mais de consideração dos fabricantes, mesmo porque não para eles custaria nada, só um pouco mais de empenho pra mudar, pra melhor. 
  • 100% algodão, sempre. Bebê gosta de conforto, não de estampa bonitinha, porém incômoda. E abaixo às etiquetas, não precisamos delas!
  • Os gorros e toucas poderiam se encaixar na cabeça do bebê de verdade (porque na maioria deles a gente só improvisa, malemá).
  • Em nome da segurança, evitar laços e fitas, principalmente no pescoço, mesmo que os adultos achem isso uma fofura...
  • Nos bodys de mangas compridas, estas devem ser 'esticáveis' pra não termos que forçar os bracinhos a entrarem por elas. E com abertura frontal para evitar a chata tarefa de passar a cabeça do nenê pelo buraco estreito (é, um parto mesmo!). Sugestão: ao invés de botões, o fechamento também poderia ser por meio de um velcro bem fininho e maleável. 
  • Ei, meninas também podem usar outras cores além de rosa e lilás!! Criatividade nas estampas, gente! Qual o problema em se inspirar em coisas legais, como os adoráveis patinhos da Carter's? 
  • Que tal se os macacões, ao invés daquele monte de botão - uns até parecem joguinhos de Resta 1 que confundem a gente de madrugada - viessem com zíperes? A Chicorinha tem um que é super prático e muito lindinho. 
  • Sapatos e meias foram feitos pra ficarem nos pés e não perdidos pela casa. Por que então não usam elásticos ou mesmo um sistema de velcros para mantê-los em seu devido lugar? 

    Os pequenos descamisados agradecem!