sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

And if you want to sing out, sing out

Adoro a voz doce do Cat Stevens e essa música que faz parte da trilha sonora de um filme que também amo chamado Ensina-me a Viver. Quero guardá-la para Chicorinha pois acho que em sua simplicidade ela ensina, mesmo, como viver.



A tradução da letra está disponível aqui.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Inspiração do dia, by Flickr


newborn, upload feito originalmente por costleyhobby.


baby, upload feito originalmente por costleyhobby.

Que coisinha mais fofa do mundo...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pessoas e deuses

Quando criança eu era encantada pela mitologia grega. Meu livro preferido era “O Minotauro”, do Monteiro Lobato, e tinha um filme que passava na sessão da tarde chamado Fúria de Titãs que eu não perdia por nada desse mundo. Lembro que ficava fascinada com uma cena em que Zeus pegava os seres humanos (que pra ele nada mais eram do que pecinhas de barro em uma imensa prateleira) e os colocava onde queria num estádio em miniatura, que era o mundo.

Pra mim as mães e os pais são como semideuses, porque pela ação deles uma vida nova surge e é trazida ao mundo. E vejo isso como uma responsabilidade tão grande porque embora possamos dar a vida, diferentes de Zeus, não temos poder sobre o destino daquela pessoa que geramos. E pensar nisso me dá uma aflição enorme porque eu queria poder me certificar de que tudo na vida da minha filha fosse perfeito, sempre. Mas a verdade é que eu sei que nesse estádio ela vai ter que enfrentar os mesmos leões que todos nós enfrentamos dia após dia por conta própria, e o máximo que vou poder fazer, além de dar-lhe toda a formação e conhecimento que puder, é ficar ao seu lado orientando, ajudando e torcendo para que ela vença essas batalhas.

Esta minha gravidez está sendo como um voto de confiança que dou à vida. É como se eu pesasse os prós e os contras numa balança e constatasse que mesmo diante das incertezas vale a pena trazer mais alguém pra cá por causa de todas as coisas boas, gratificantes e belas a serem vividas. E também por acreditar que todo ser humano, apesar do seu corpo frágil de barro, ou melhor, de carne e osso, tem uma força descomunal dentro de si que o torna capaz de enfrentar as diversidades a que está sujeito.

Minha deusa preferida do Olimpo é a Atena. A guerreira que usa a estratégia, a sabedoria e a justiça como armas, patrona das artes e da civilização. E o meu desejo é que a Chicorinha se desenvolva assim, com o escudo do conhecimento, com o elmo da sabedoria e vestida com os valores da Arte - equilíbrio, harmonia, beleza e emoção -  porque dessa forma, mesmo não sendo nem deusa e nem semideusa, ela será dona do próprio destino, capaz de escrever sua história da melhor maneira que desejar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Uma família adorável, no Flickr

Já tem alguns anos que sou viciada no Flickr, o maior álbum de fotografias da internet. Tenho centenas de contatos e acompanho os cliques e o dia-a-dia de um monte de gente ao redor do mundo que curte fotografar. É o caso dessa família espanhola cuja mãe e esposa, Eva, posta suas divertidas e talentosas fotos, fonte de inspiração e alegria para seus visitantes.

Em três álbuns ela registra a espera pela filha Valentina e momentos da vida em família: Barrigola Feliz, De Enero a Junio e De Julio a Diciembre. Vale a pena visitar!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sarah Kay para sonhar

Se eu pudesse moldar o mundo ideal para trazer Chicorinha, ele seria belo, alegre, pacífico, amigável e colorido. Mais ou menos como nos desenhos da Sarah Kay, que a maioria de nós, brasileiras na faixa dos trinta anos, conhece por causa das coleções de papéis de carta que fazíamos quando crianças.

A desenhista australiana, que batizou sua principal personagem com o próprio nome, se inspirava no dia-a-dia bucólico em sua casa no bosque, na companhia dos filhos e dos animais de estimação, para criar suas ilustrações. Algumas biografias afirmam que tudo começou quando sua filha ficou muito doente, e Sarah fazia os desenhos para entretê-la, tornando-os sucesso mundial ao apresentá-los à agência de publicidade na qual trabalhava.

Seguem algumas de suas ilustrações mais queridas que encontrei na internet:


 

Descobri que existem dois livrinhos com ilustrações da Sarah Kay disponíveis no Brasil (estão à venda na Saraiva). Para quem quiser apresentar às crianças ou só matar a saudade, são boas opções: Coleção Sarah Kay - Meus Brinquedos e Coleção Sarah Kay - Os Animais.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

E a vovó, o que diz

Se tem uma coisa que a Chicorinha vai curtir muito em sua vida são estes avós. Em primeiro lugar porque todas as crianças automaticamente os adoram sem que precisem fazer esforço nenhum. O meu afilhadinho Enzo, por exemplo, nem vê a Dona Felícia tanto assim, mas sempre abre pra ela aquele sorrisão lindo (e olha que é ela quem corta o cabelo dele, rs). E em segundo lugar porque eles têm festejado tanto quanto nós a chegada da pequena, como se pode notar por este texto que a vovó escreveu com carinho aqui para o blog:

O milagre da Vida

Quando uma gestação é anunciada, todos fazem festa, principalmente uma família, mas família no sentido da palavra. Para os avós, que já têm os filhos crescidos, é um novo começo, porque passam a ser pais por tabela. 

Primeira neta. Nós só tivemos filhos homens, por isso quando nos foi dito que teríamos uma provável neta, foi a mais plena realização. O avô ficou eufórico, parecia que ia ser pai outra vez. Eu estava saindo de uma cirurgia e a notícia me deu forças para lutar, pois minha neta não podia nascer sem a vovó paterna. Os tios passaram a esperar e a torcer para que tudo desse certo. 

Agora, no sexto mês de gestação, já estamos esperando a hora do nascimento. Esta vai ser a garota mais amada pela família. Mimada? Nem se fale!

Parabéns aos pais (te amo).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uuuuultrasom



Chegamos do ultrassom, Chicorinha está bem, pesa quase meio quilo já e suas medidas estão todas de acordo com os padrões!

Eu só sei que fico cá com meus botões maravilhada ao pensar que tem uma pessoinha bem aqui, dentro da minha barriga, com cérebro (como é que pode, um cérebro!), mãozinhas, pezinhos e todas as peças que compõem um ser humano. É muita mágica das células pra minha cabeça... Sinto-me como um astronauta no meio do espaço contemplando o mistério do Universo, das estrelas e dos planetas...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poesia: A Gata

Li essa poesia hoje e achei tão linda...

A gata
Eugénia Tabosa
(dedicada a seu filho Carlos)

A gata branca tinha um olho verde e outro azul
mas para mim ela era como uma aranha.
Que pena eu tinha de a não amar,
que pena eu tinha do seu ronronar em mim não ter eco.
E sempre que a gata vinha eu ia
e ela ficava mais triste mais só.
Sim, ela tivera casa, almofada e mesmo um nome
depois nasceu um menino e ela foi para o quintal.
Como ela soube então que as noites eram azuis,
o luar, o cheiro da terra molhada e tudo o mais.
Mas um dia a casa ficou vazia.
Aqueles de quem ela tinha sido e seus se diziam
fizeram malas e levaram tudo o que havia,
foram-se deixando a porta fechada.
Só ela ficou, toda branca um olho verde outro azul.
Passaram noites, dias longos e silêncios.
Depois cheguei eu, as flores e os risos,
a casa enchera-se outra vez, mas ela não entrou.
Rondava, olhando-me como intrusa.
Passou o verão, houve noites de chuvas
Noites azuis e de estrelas que nevavam.
E numa delas chegou um menino, o meu menino.
Então amei-o, amei-o daquele amor à vida
transbordante e doce, até às coisas pequenas.
E quando um dia a gata se foi deitar
em meu casaco numa cadeira esquecido,
olhei-a e não a pude enxotar.


Esse post vai em homenagem à nossa gata Laurinha, que estás prestes a perder o trono mas ainda terá o sofá, as cadeiras e a nossa cama para tirar suas sonecas...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A sócia da Sócia da Light

Desde o tempo do saudoso “Garotas que Dizem Ni” acompanhei os textos da jornalista Flávia Pegorin (na época mais conhecida como Flá Wonka), que dentre inúmeros outros temas também falavam de sua vida de mãe. Lembro muito bem quando ela anunciou a gravidez da Sabrina, que hoje já deve estar, pelas minhas contas, com uns seis anos de idade, ao publicar no Garotas uma linda carta endereçada à filha, e me lembro também de ter salvado uma meia dúzia dos seus textos no meu computador só pra não me esquecer deles quando precisasse, pois achava muito legal o jeito dela de lidar com a maternidade.

Eu adorava principalmente o fato de ela desmistificar coisas como a dificuldade de se viajar com crianças pequenas (acho que me lembro de uma foto da Sabrina bebezinha numa praça lá na França ou na Itália) e por inventar brincadeiras tipo 'a noite do rock', em que as duas botavam pra quebrar dançando na sala (não sei se era exatamente na sala, mas quando me lembro da história, lembro assim, das duas dançando no tapete da sala usando as camisetas do The Clash e tudo) e eu não vejo a hora de fazer isso com a Chicorinha também!
Clara, Flá e Vivi, as Garotas que Diziam Ni

Foi com alegria que descobri, anos depois do fim do Garotas, que ela está com um outro blog, este um projeto individual chamado Sócia da Light, onde publica textos sobre temas diversos e também sobre seu dia-a-dia familiar (ali soube que a Sabrina agora tem uma irmãzinha, a Olívia!). Hoje eles continuam me inspirando e por isso quero compartilhar esse achado com vocês. Recomendo em especial, para começarem a explorar seus escritos, o post sobre ouvir as crianças de verdade, o que tem indicações de livros infantis (por Sabrina), e o que atualmente vira-e-mexe volto lá pra ler, sobre como implantar uma rotina que facilite a vida tanto da criança quanto dos pais.

E caso você apareça por aqui, Flá, fica desde já meu agradecimento por compartilhar conosco seus pensamentos e momentos em família, e saiba que eles estão inspirando e ensinando muita gente por aí e por aqui também!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cantando para o seu neném

Antigamente era raro que as mães conversassem com os bebês ainda na barriga. Só depois da divulgação de pesquisas científicas demonstrando que, após determinada semana de gestação, o feto é capaz de ouvir a voz da mãe e até de se lembrar de sons continuamente ouvidos ainda no útero, como por exemplo uma historinha repetida muitas vezes nos últimos meses da gravidez, é que a cultura de interagir mais com o bebê na barriga se popularizou. Antes disso essa interação se dava de forma intuitiva, conforme explica o site do  Projeto Acalanto (obrigada pelo link, Dé), que promove encontros e oficinas orientados para a comunicação por meio da música entre mães e filhos também cursos nesta área voltados para profissionais.

Confesso que pra mim foi meio difícil iniciar este hábito pois ficava me sentindo meio boba, falando sem ter um interlocutor na minha frente (já não sou muito boa falando ao telefone, então a minha dificuldade é aumentada). Mas depois de um tempo a coisa se tornou mais natural e gostosa. Sei que a bebê não entende nada do que estou falando, mas acho que uma hora a fichinha dela vai cair, ela perceberá os diferentes tons de voz e se lembrará de mim quando eu falar com ela depois que nascer.

Teve um vídeo que ficou famoso na internet e depois até passou algumas vezes no Fantástico, do menininho que se acalmava só de ouvir uma música do Bob Marley. Não sei se existe alguma predileção dos bebês por reggae, mas tem duas músicas que eu adoro cantar pra Chicorinha. São letras doces e a melodias são como canções de ninar tranqüilas e contemporâneas. Ambas são do Maskavo - não conheço nada da banda, com exceção destas duas músicas -, Um Anjo do Céu e Asas:

"Um anjo do céu que trouxe pra mim
é a mais bonita, a jóia perfeita
que é pra eu cuidar, que é pra eu amar
gota cristalina, tem toda a inocência
bem, ó meu bem, não chore não
vou cantar pra você"


"Cê  parece um anjo
só que não tem asa, iaiá
ô meu Deus quando asas tiver
passe lá em casa
e ao sair pras estrelas eu vou te levar
com a ajuda da brisa do mar
te mostrar aonde ir
e ao chegar apresento-lhe a Lua e o Sol
e o céu vai ter mais um farol
que é a luz do teu olhar"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Idéias de decoração para o quarto

Uma das coisas mais legais para as mães e pais com um certo 'pendor para as Artes' é pensar na decoração do quarto do neném que virá.

Feira da Gestante e do Bebê - Crédito: Portal Ello Moda
Semana passada fui até a Feira da Gestante e do Bebê que aconteceu no Center Norte imaginando encontrar os modelos de quartos mais lindos, muitas idéias e sugestões para todos os gostos e bolsos em termos de decoração, mas saí de lá completamente injuriada: os estandes não passavam de espaços que acumulavam mercadorias amontoadas, produtos expostos aleatoriamente e sem um pingo de criatividade. O principal problema para mim foi ter ficado completamente paralisada diante de tanta informação visual, sem saber por onde começar. Sei que não fui a única a ficar procurando um ponto de foco no meio da confusão e fiquei imaginando que se fosse do ramo iria faturar a maior grana por lá ao investir um pouco mais na arrumação do meu estande...

Masss, voltando à questão, o fato é que no geral não gosto muito dos padrões decorativos que se vê nas lojas e nas revistas, porque acho que são muito estáticos e repetitivos. As cores são sempre as mesmas e há muitas peças que eram para ser originais produzidas em larga escala: por exemplo, quadrinhos decorativos deveriam refletir o gosto e a individualidade das pessoas que os adquirem, e não acho que faça sentido seu comércio como meros itens coordenados de um jogo de quarto pronto.

A fada que tinha idéias - Ilustração de Edu
Minha idéia para compor os quadrinhos com que vou enfeitar o quarto da Chicorinha é ir até um sebo e garimpar em livros infantis algumas ilustrações bonitas de que me lembro e que, eu sei, vão encantá-la um dia também. As molduras serão compradas em lojas de artesanato em madeira e as pintarei eu mesma. Simples, barato e muito mais original!

Sei que de certa forma sou inspirada pela minha própria infância ao imaginar o quarto dela. Penso em tons vermelhos e padrões de bolinhas e xadrez porque eles me remetem a lembranças infantis - e na época em que nasci, lá em 78, a moda dos acessórios era essa mesma, cores vivas em xadrezes e poás além dos delicados bordados de bichinhos e flores. Vejam por exemplo esse saco de dormir que a pequena 'herdou' da família do papai, ele tem mais de 30 anos e foi encontrado pela avó numa arrumação do guarda-roupa:

Saquinho de dormir para bebê em cambraia (frente) e fustão, com bordado inglês nas bordas
Detalhe do bordado

Coleção Room Seven
Nas minhas pesquisas pela internet acabei encontrando uma marca fantástica cujas coleções 'casam' completamente com o estilo de que gosto. É a Room Seven, que possui inúmeras lojas espalhadas ao redor do mundo. Vejam as coleções de primavera, outono e inverno de 2010. Aqui no Brasil não tem, mas há uma loja em São Paulo (Pinheiros) que comercializa produtos da marca, a Casa da Besica.

Não vai dar pra adquirir os produtos da marca, mas inspirada por ela estou procurando uma colcha bonita e separando tecidos para dar uma cara mais ou menos assim ao quarto de Chicorinha. A vai fazer as almofadas de patchwork com ilustrações criativas. Não sei se vou usar protetores de berço, mas se for, seguirei a ótima dica do site Banana Craft: comprar o material (nada mais do que espuma ou enchimento e tecido com sua estampa preferida) e fazer o seu próprio protetor personalizado. No meu caso, melhor do que investir num "kit berço" que, pelas minhas pesquisas, chega a custar mais caro que o próprio berço...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Chá de Bebê

Duas coisas que me davam arrepios desde criança eram os famigerados "chás de cozinha" também chamados de "chás de panela" e os "chás de bebê". Lembro de, ainda menina, sentir pena da pobre coitada sentada lá no meio da roda, vendada, cheia de farinha, toda pintada, e de me assustar com a mulherada gritando obscenidades (muitas, aliás, me surpreendiam, pois revelavam um lado seu meio escondido na sobriedade do dia-a-dia).

O fato é que achava de uma burrice sem tamanho submeter-se a estas atividades degradantes enquanto o noivo estaria, teoricamente, se divertindo em algum bordel e apareceria no dia ou na semana seguinte, candidamente e com a cara mais lavada do mundo, sorrindo na porta da I-GRE-JA (tremenda contradição!). É claro eu desconhecia os detalhes da vida de cada casal, mas na minha cabeça era assim que as coisas estariam acontecendo e isso me deixava muito revoltada.

No meu casamento até fizemos umas brincadeiras light, umas pinturinhas caso eu errasse a prenda recebida, mas até que foi legal, principalmente pelas pessoas queridas que estavam ali e que não via há algum tempo. Aliás, atualmente acho que a maioria das garotas têm usado a criatividade para promover reuniões mais espertas e saudáveis, privilegiando a companhia e a amizade. E também duvido que nos dias de hoje algum noivo cara de pau ainda ache que tenha direito a passar a despedida de solteiro com outras mulheres, a não ser que realmente seja um caso perdido.

Bom, os chás de bebês também não diferiam muito dos chás de panela, sempre havia farinha, batom e besteiras rolando soltas. Porém, os dois últimos de que participei, das minhas amigas Vanessa & Vanessa, foram tranqüilos como uma festa em família. E fui notando que esta também é uma tendência atual, deixar de lado as brincadeiras-pastelão e investir na elegância e no bom gosto.

Agora, sim, entramos num território que me agrada: itens de decoração, paletas de cores, lembranças criativas, cardápios especiais... Mesmo com a grana curta, gosto de pensar em idéias simples e baratas mas que irão trazer um toque de encanto e surpresa ao evento, e que remetam à pessoinha mais especial que está sendo comemorada naquele dia.

O meu site preferido para idéias encantadoras de chás de bebês é o da Martha Stewart, na seção Baby Shower Ideas. Tem sugestões de lembranças, receitas, dicas, temas, e mesmo não entendendo inglês muito bem as galerias de fotos já são suficientes fontes de inspiração.

Uma das idéias decorativas que me agradaram e que estará presente no chá da Chicorinha é o Bolo de Fraldas. Para que não conhece parece meio assustador (mesmo porque logo de cara vem a imagem das fraldas 'recheadas'), mas é o seguinte: as fraldinhas de pano ou descartáveis novinhas e cheirosas são enroladas e unidas de modo a formarem uma 'massa', que será moldada e decorada até ficar com a cara de um bolo. Vendo as sugestões da internet pode-se ter idéia de sua graciosidade e facilidade de produção.

Eu achei bem mais legal que comprar ou alugar um desses bolos falsos decorativos que se usa em casamentos e outras ocasiões. Principalmente porque dá pra fazer em casa mesmo e por ser 100% reciclável.

Quanto às lembranças, gostaria de algo bonito, se possível emotivo e principalmente útil. Penso talvez em brigadeiro em potinhos decorados, porque brigadeiro é uma coisa que remete automaticamente a uma infância festiva. Outros detalhes não vou revelar para não estragar a surpresa...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Orçamento doméstico: Primeiros passos

Junto com a empolgação, sonhos, fantasias e dores no corpo que acompanham a gravidez é preciso também colocar o pé no chão ao tratar de questões práticas como mudanças no orçamento doméstico com a chegada do bebê e aquisição de todos os itens necessários para bem recebê-lo em casa.

Para quem, como eu, não tem experiência anterior no assunto, isso fica especialmente complicado, porque não se faz a mínima idéia do preço médio de itens básicos como um berço, por exemplo. Além disso existe um mercado gigantesco oferecendo centenas de produtos, muitos deles supérfluos ou específicos para determinados casos, mas que são tidos como obrigatórios.

Minhas dicas para ingressar nesse mercado e entender como ele funciona são as seguintes:
  • Converse com os amigos que tenham tido filhos recentemente, pergunte, peça uma lista, se possível com os preços pagos, descubra a utilidade dos itens que você desconhece (minha amiga Vanessa fez isso por mim e agradeço-a imensamente).  Também existem diversos sites listando os itens básicos de um enxoval para bebês que você encontra com uma pesquisa simples no Google.
  • Falando nele, meta as caras no Google. Não tenha medo de digitar "qual a diferença entre pagão e body" ou "pra que serve um cueiro". Fatalmente, como eu, você acabará sendo direcionado ao fórum E-Family, que é praticamente uma wikipedia da gravidez e da maternidade, elaborada com a experiência e prática de centenas, talvez milhares de usuárias e usuários que também começaram perdidos e depois estavam lá dando suas dicas para os novatos na área. 
  • Pesquise marcas e modelos. Novamente o E-Family é uma mão na roda. Existem diversos tópicos discutindo, por exemplo, qual carrinho de bebê apresenta o melhor custo-benefício, e como há pessoas de diversas faixas de renda postando por lá, certamente você conseguirá identificar a melhor dentre as opções que se encaixam no seu orçamento. É muito importante verificar também, além da qualidade dos produtos, quais as especificações de segurança (e existem muitas delas para produtos infantis, por exemplo, a distância mínima e máxima entre as grades do berço), para evitar a aquisição de um bem que possa lhe trazer transtornos futuros ou pior, colocar em risco a vida de seu filho. 
  • Quando não tiver idéia do preço de determinado produto, faça uma pesquisa no Buscapé ou em outro site do gênero, para ver quais os valores mínimos e máximos praticados dependendo da marca, do modelo e da loja.
      • Depois de descobrir os itens necessários e seus preços médios, faça uma tabela (eu sugiro uma planilha no Excel) com estes dados, incluindo uma coluna com o prazo para aquisição dos mesmos (considere inclusive prazos de entrega, pois nos casos de móveis algumas lojas pedem até 45 dias). Muitas coisas não precisam ser adquiridas de imediato, pois você poderá ganhar ou emprestar de alguém, mas a partir daí você terá uma base de quanto irá gastar em todo o processo e quando.  Na minha lista acrescentei também itens como "vacinas iniciais", "ultrassom 4D", "itens de higiene pessoal" "festa do chá de bebê" e "itens decorativos" (estes, supérfluos, mas dos quais faço questão), para ter um mapa bem abrangente dos custos. 
      • Se não for fã das compras pela internet (em lojas online eu só compro acessórios, e não muito caros), dê uma volta na sua cidade para conhecer lojas infantis e verificar os preços, já munido do seu 'mapa de custos', caso contrário será bombardeado pelos vendedores com uma saraivada de produtos 'imprescindíveis' e 'absolutamente necessários' e sairá do estabelecimento com uma mão na frente e outra atrás.

      Uma das coisas mais tranqüilizadores que se descobre nesse processo todo é que, como foi dito no decorrer deste post, nem tudo é realmente necessário. Kits de berço são lindos, mas não são necessários, e talvez você até compre, mas não use. Almofadas de amamentar podem ser úteis, mas não são necessárias. Móbiles distraem o bebê e estimulam sua percepção, mas antes dos dois meses também são desnecessários. É bom conhecer a real necessidade das coisas para você poder escolher aquilo que quer ou não comprar por gosto pessoal e separar daquilo que realmente precisa (especialmente se a grana estiver curta).

      Quanto ao orçamento familiar depois de o bebê nascer, também sugiro uma planilha onde, além dos gastos comuns da casa, se acrescentem os novos gastos (com plano de saúde, custo mensal com fraldas, medicamentos, berçário ou babá se for o caso, etc) e considerando também uma provisão para festinhas de aniversário, presentes de Natal... Isso dá uma enorme segurança e, tendo essa visão global, é possível saber onde fazer cortes, se forem necessários, mantendo aquilo que for essencial.

      Como Chicória conheceu Chicorinha

      Ela começou como uma apendicite. Ou melhor, a mãe achava que era. Três anos depois de um aborto espontâneo, tratamento com Clomid, tabelas de ovulação e nenhum sinal de gravidez finalmente se convenceu de que a maternidade não era para si. Mesmo nunca tendo demonstrado qualquer instinto ou interesse maternal, nem mesmo jeito com crianças, depois daquele Carnaval em que descobriu estar grávida e dos seis dias em que precisou primeiro se adaptar e logo depois se desfazer da idéia, percebeu que a perda lhe deixou uma marca e sentiu falta de ter vivenciado aquela aventura tão inesperada. Assim também ocorrera com o pai.

      Estava passando por um período de crise, sentindo-se insegura e sem entender o porquê de pensamentos negativos que teimavam em invadir sua mente quando decidiu recorrer à meditação e ao desenho (que também é uma forma de meditação) para tentar retomar sua serenidade. A estratégia funcionou, ela voltou a apreciar os pequenos prazeres que a vida lhe reservava todos os dias. E passou a admirar seu futuro e as coisas que ainda iria viver, mesmo que a maternidade não estivesse entre elas.

      É um mistério tentar compreender por que Chicorinha esperou justamente este momento para aparecer em sua vida, mas assim foi. Os enjôos e dores na lateral da barriga sugeriam um apendicite, a não ser por um pequeno detalhe, o lado que dóia era o oposto ao do apêndice... Por desencargo de consciência fez um teste de  farmácia e bem no meio de uma gripe mal humorada a gravidez foi descoberta.

      Preparou-se para o pior. Era impossível ao casal guardar a notícia apenas para si, então ela foi dada aos amigos próximos juntamente com a precaução de não alimentarem muitas esperanças. Ela tinha medo de se apegar à idéia e depois ser obrigada a desfazer-se dela. Ele, no entanto, desde o primeiro dia tinha esperança e alegria, e lhe incentivava a confiança.

      Depois do ultrassom em que viram pela primeira vez o coraçãozinho daquele pequeno ser em forma de feijão piscando na tela e batendo rápido e forte, tiveram certeza de que daquela vez a experiência seria diferente.

      Hoje, beirando o quinto mês de gestação, ela decidiu escrever um blog para falar de tudo o que tem povoado sua mente neste período, desde grandes questões filosóficas até o melhor modelo de carrinho disponível no mercado. Por que não?