De vez em quando também ela vira a 'mulherzinha das cavernas' porque, vocês sabem, por detrás daquela figurinha de pele macia e cheirosa e das roupinhas delicadas e do olhar inocente, todo bebê é um pequeno selvagem, livre de qualquer etiqueta social e e totalmente obstinado. É quando ela mama como se estivesse há vários dias nas savanas sem água nem comida, pra desespero da dona do peito.
Semana passada fomos dar as vacinas e eu aprendi mais uma lição de mãe: que na hora da dor ela vai olhar nos meus olhos buscando conforto e segurança e que por isso eu preciso abrir mão do meu jeito dramático-mexicano de encarar as mazelas da vida, sejam elas terremotos ou meras injeções, e engolir a vontade de fazer aquela cara triste e chorar junto, mas ser forte e sorrir, brincar, fazer esquecer, conduzindo-a de novo para o outro lado, o lado bom. Logo eu, a depressiva de plantão. E assim, é verdade que os filhos nos ensinam a sermos pessoas melhores, até para nós mesmos.
Esqueci de contar aqui que ela tá dormindo comigo na cama há várias semanas, contrariando o meu lindo discurso de antes de ela nascer. É muito simples: quando se descobre que basta isso pra você deixar de ser um zumbi e dormir maravilhosamente bem a noite toda - claro, comparada a outras mães de bebês novinhos que não sejam propriamente uns anjos - fica muito fácil abrir mão de suas convicções. Tanto que li num site que, se a pessoa não pretende acostumar a criança não deve jamais fazer isso uma primeira vez pois corre o risco de ela, a adulta, ficar acostumada... Como diz a Magner, na prática a teoria é bem outra.
No começo fiquei com muito medo de machucá-la, mas o negócio parece que é programado biologicamente: a gente dorme e acorda no mesmo lugar. O neném que costumava fazer um escândalo a cada meia hora porque acordava assustado continua a despertar várias vezes mas mama quietinho ou então volta a dormir por si só. E de manhã você ainda ganha um sorrisão de brinde!
Tem bastante coisa sobre cama compartilhada na net, incluindo instruções de segurança. Eu confesso que me dei o prazo de três meses para depois acostumá-la no berço. Todo mundo diz que, completado o primeiro trimestre as coisas ficam mais fáceis, o que 'casa' com aquela teoria da extero-gestação, então estou apostando nisso, mesmo porque existe também um pai carente ali, do outro lado da parede, dormindo com Laurinha, a gata.
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| Que Kama Sutra nada, a nova onda do momento é o Mama Sutra... |

É , Lilian! Acho que você compreendeu o que eu te falava antes. A prática é um pouquinho diferente da teoria, pois as criancinhas são muito espertinhas e descobrem tudo logo. Mas , eu posso te falar com toda certeza, elas aprendem e no momento certo (temos que ir ensinando) vão preferir com certeza sua caminha, quartinho. Um beijo , ser mãe é aprendendo todo dia , eu ainda tô aprendendo com os meus bebês bem crescidinhos. Um beijinho para a lindinha da Catarina.
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