Não sei se foi a boa noite de sono que tivemos mas hoje o dia amanheceu completamente ensolarado. Minha casa voltou a ser o meu lugar, sinto-me feliz, feliz, feliz, confiante, segura e parece que aquela melancolia e sensação de estar meio perdida foram embora, e espero que não voltem mais. Bye, bye, baby blues...
Realmente, uma rotina flexível é a melhor coisa que se pode fazer por um bebê. Depois de muito chororô descobrimos o segredo da Chicorinha: trocar fralda, mamar de 3 em 3 horas, esvaziar um peito, arrotar, completar com o outro, arrotar, dormir outras 3 horas. Assim ela fica o dia todo tranqüila, feliz e satisfeita, só chora um pouco nas trocas de fralda e de vez em quando no carrinho, mas pára rápido sem precisarmos acudi-la. Esta noite dormimos maravilhosamente bem por conta desse ritual.
Nunca pensei que pudesse ficar alegre ao ver uma fralda cheia de cocô mas por ser sinal de que ela está sendo bem alimentada e com tudo funcionando direitinho até isso temos festejado. Papai, que jurou nunca trocar uma fralda, já entrou na dança também. Ele passa meio mal mas até que tira de letra.
O carrinho berço (Galzerano Joaninha) foi a melhor aquisição de todas. É super confortável e ela dorme nele dia e noite, e o carregamos para o cômodo da casa onde estamos com muita facilidade. Pena que logo ficará pequeno e assim teremos que usar o berço mesmo.
Eu sempre achei que iria colocá-la pra dormir de barriga pra cima, como preconizam as atuais campanhas de saúde, no entanto no hospital as enfermeiras nos disseram que não seguem esta prática porque se houver algum retorno de líquido ele pode ir para o aparelho respiratório, então elas deixam os bebês sempre de lado, por isso também estamos fazendo desse jeito aqui em casa.
Algumas coisas que ainda preciso aprender melhor são dar banho (por enquanto quem tem feito isso é a vó Felícia) e pegar mais habilidade na troca das fraldas e roupinhas. Como é difícil colocar as mãozinhas dela numa manga estreita protegendo seus dedinhos minúsculos!
Agora ela está lá na sala com os avós, dormindo no carrinho feito um anjo. Vou ver se hoje toco pra ela mais tarde um pouquinho daquele cd que gravamos... E assim, devagar, seguindo seu curso natural, as coisas começam a se encaixar, delineando os novos e alegres dias dessa família recém-nascida...
"O que estamos aprendendo, vivendo e pensando neste processo maternal, a quem interessar possa"
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Primeiras impressões sobre o ofício materno
Ser mãe de primeira viagem é como cair de paraquedas num primeiro emprego sem qualquer experiência, tendo que aprender tudo na prática e imediatamente. Além disso, é um trabalho, de primeiro momento, muito 'braçal', físico, exigente demais para um corpo que acabou de passar por um parto normal ou cesariano que invariavelmente traz cansaço e dores.
A rotina muda completamente. Minha casa parece um território estranho, o relógio biológico bagunçado como se sofrendo efeitos de um fuso horário radical. Os hormônios ficam malucos e a gente passa de um estado de sublime satisfação para outro melancólico sem saber como nem por quê.
Definitivamente não é fácil. No momento meus mamilos estão feridos, a cicatriz da cirurgia e o útero também doem, de madrugada tento manter os olhos abertos enquanto amamento a Chicorinha, de dia me preocupo em aprender o que puder para cuidar bem dela e ainda tenho que me policiar pra não sair chorando sem motivo concreto. Ao mesmo tempo sinto tanta paz ao amamentá-la, fico orgulhosa quando ela me olha demoradamente, consigo encontrar um espaço para fazer minhas coisas, como escrever aqui no blog, e encaro com bom humor essa rotina diferente e trabalhosa.
Uma coisa que se torna imperativa quase que de imediato é a necessidade de se crer em algo maior que nós mesmas capaz de nos amparar e proteger nossa cria quando isso não depender da gente. Eu que não sou religiosa tenho me agarrado e pedido a um poder superior que proteja a minha filha de qualquer mal e que me dê forças para fazer sempre o melhor por ela.
Sei que esse período de adaptação passará rapidamente, em questão de meses, e que vou morrer de saudades dessa época. Tento me lembrar, acima de tudo, de me divertir em todos os momentos, aproveitando esta viagem de montanha russa (que eu achei que seria o parto, ledo engano), porque olhando novamente para esta fase quando já não estiver sob efeito dessa ansiedade toda, irei reconhecer nela a mais plena felicidade e os melhores dias da minha vida, pois tudo o que está acontecendo agora, eu sei, são as manifestações de um Amor imenso a crescer e crescer dentro de mim...
A rotina muda completamente. Minha casa parece um território estranho, o relógio biológico bagunçado como se sofrendo efeitos de um fuso horário radical. Os hormônios ficam malucos e a gente passa de um estado de sublime satisfação para outro melancólico sem saber como nem por quê.
Definitivamente não é fácil. No momento meus mamilos estão feridos, a cicatriz da cirurgia e o útero também doem, de madrugada tento manter os olhos abertos enquanto amamento a Chicorinha, de dia me preocupo em aprender o que puder para cuidar bem dela e ainda tenho que me policiar pra não sair chorando sem motivo concreto. Ao mesmo tempo sinto tanta paz ao amamentá-la, fico orgulhosa quando ela me olha demoradamente, consigo encontrar um espaço para fazer minhas coisas, como escrever aqui no blog, e encaro com bom humor essa rotina diferente e trabalhosa.
Uma coisa que se torna imperativa quase que de imediato é a necessidade de se crer em algo maior que nós mesmas capaz de nos amparar e proteger nossa cria quando isso não depender da gente. Eu que não sou religiosa tenho me agarrado e pedido a um poder superior que proteja a minha filha de qualquer mal e que me dê forças para fazer sempre o melhor por ela.
Sei que esse período de adaptação passará rapidamente, em questão de meses, e que vou morrer de saudades dessa época. Tento me lembrar, acima de tudo, de me divertir em todos os momentos, aproveitando esta viagem de montanha russa (que eu achei que seria o parto, ledo engano), porque olhando novamente para esta fase quando já não estiver sob efeito dessa ansiedade toda, irei reconhecer nela a mais plena felicidade e os melhores dias da minha vida, pois tudo o que está acontecendo agora, eu sei, são as manifestações de um Amor imenso a crescer e crescer dentro de mim...
sábado, 18 de junho de 2011
A manhã rompeu
Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the word
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, Eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Ah, eu tenho tanta coisa para escrever mas não sei se sou capaz, o que quero dizer agora é que estamos vivendo os dias mais incríveis de nossas vidas e que a Catarina é um raio de sol nesta casa, que nos encanta a todo momento.
Fico lembrando das últimas noites sem dormir, contando os dias para vê-la, sentindo-a dentro de mim, sentada na poltrona da sala, e agora nesta mesma poltrona eu a amamento e isso é simplesmente um sonho realizado.
Nos primeiros dias ela estava tão assustada com esse mundo de fora e eu também por vê-la tão pequenina e dependente, mas agora nós duas já estamos adaptadas e a calma e a confiança são os sentimentos mais fortes.
Sou muito grata por estar conseguindo amamentá-la, é impressionante como ela fica segura e relaxada nestes momentos, como se estivesse novamente na tranqüilidade do seu mundinho uterino. Observá-la assim foi o que me fez perceber que sou capaz de acalmá-la e dar tudo o que ela precisa para esta primeira fase de sua vida tão nova.
O Vanderson tem sido um junto comigo, nunca me senti tão conectada a ele e é impressionante o seu instinto paternal de se dedicar integralmente a ela com um amor incondicional. Estamos vivendo momentos lindos e inesquecíveis de aprendizado e emoção.
Obrigada a todos os que nos acompanharam, a todos que têm nos ajudado especialmente a vovó Felícia que tem sido maravilhosa, a todos os que celebram conosco a chegada desse milagrinho chamado Catarina!
(Obs: a música no início do post me fazia chorar de emoção durante a gravidez - e agora mais ainda - porque ela traduz toda a beleza do que estamos vivendo. Ela pode ser ouvida, com tradução, aqui).
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the word
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, Eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Ah, eu tenho tanta coisa para escrever mas não sei se sou capaz, o que quero dizer agora é que estamos vivendo os dias mais incríveis de nossas vidas e que a Catarina é um raio de sol nesta casa, que nos encanta a todo momento.
Fico lembrando das últimas noites sem dormir, contando os dias para vê-la, sentindo-a dentro de mim, sentada na poltrona da sala, e agora nesta mesma poltrona eu a amamento e isso é simplesmente um sonho realizado.
Nos primeiros dias ela estava tão assustada com esse mundo de fora e eu também por vê-la tão pequenina e dependente, mas agora nós duas já estamos adaptadas e a calma e a confiança são os sentimentos mais fortes.
Sou muito grata por estar conseguindo amamentá-la, é impressionante como ela fica segura e relaxada nestes momentos, como se estivesse novamente na tranqüilidade do seu mundinho uterino. Observá-la assim foi o que me fez perceber que sou capaz de acalmá-la e dar tudo o que ela precisa para esta primeira fase de sua vida tão nova.
O Vanderson tem sido um junto comigo, nunca me senti tão conectada a ele e é impressionante o seu instinto paternal de se dedicar integralmente a ela com um amor incondicional. Estamos vivendo momentos lindos e inesquecíveis de aprendizado e emoção.
Obrigada a todos os que nos acompanharam, a todos que têm nos ajudado especialmente a vovó Felícia que tem sido maravilhosa, a todos os que celebram conosco a chegada desse milagrinho chamado Catarina!
(Obs: a música no início do post me fazia chorar de emoção durante a gravidez - e agora mais ainda - porque ela traduz toda a beleza do que estamos vivendo. Ela pode ser ouvida, com tradução, aqui).
terça-feira, 14 de junho de 2011
Aiai, é Hoje!!
Acabo de voltar da médica e marcamos a cesárea para hoje, quando ela terminar o expediente no consultório. Foi uma decisão difícil, eu realmente estava preparada para o parto normal mas não para esperar mais do que quarenta semanas (completadas hoje, com uma margem de três a quatro dias). Após o exame constatamos que da semana anterior para esta não houve muita mudança no meu estado - apenas um dedo de dilatação causada muito provavelmente pelo encaixamento e não por contrações, que nem cheguei a sentir - e não havia nenhum sinal de que a Chicorinha poderia nascer por estes dias. Diante da hipótese de ter de aguardar mais uma semana, chegando a 41 ou mais, pesando os prós e os contras decidi pela cesárea, com total apoio da minha médica.
A nossa Dra. é uma profissional de princípios muito sólidos e deixou claro desde o princípio que iríamos esperar o tempo certo e dar preferência ao parto normal, tanto que o Enzo, nosso afilhado, nasceu com ela dessa maneira, com 39 semanas. Hoje tivemos uma conversa franca porque eu estava muito em dúvida sobre o que fazer e ela me disse que, às 40 semanas, optar por cesárea ou parto normal é justamente isso, uma opção. Totalmente diferente de chegar no primeiro dia do pré-natal querendo ditar a quantas semanas se pretende fazer a cesárea, como ela disse acontecer com várias gestantes que a procuram.
Contei a ela sobre a minha preocupação de os hormônios envolvidos no trabalho de parto não agirem devido à cesárea (a oxitocina, que causa as contrações uterinas também é o hormônio que faz com que a mãe reforce seus laços afetivos com o bebê), mas ela me disse que não preciso me preocupar com isso porque eu já tenho laços formados durante a gestação e após a cesárea, quando eu vir a minha filha, a oxitocina virá de qualquer maneira. Mais uma vez ela afirmou que essa situação é diferente daquela em que a mãe já não demonstra possuir laços suficientes com o bebê ao exigir ajustá-lo à sua agenda, sem se preocupar sequer com seu bem estar ao nascer no tempo certo.
Tudo isso me deixou segura para optar pela cesárea sem culpa. Acho que é difícil para quem não está vivenciando tudo isso entender como essa escolha acaba sendo pesada, principalmente quando a gente participa de grupos de discussão e percebe o quanto se condena este gesto 'anti-natural' de não se esperar pelo nascimento, como se não houvesse outros fatores envolvidos, sendo um deles o nosso limiar para aceitar riscos desnecessários - já que após as quarenta semanas é preciso um monitoramento quase diário pois a situação já vai ficando cada vez mais delicada...
Bom, gente, meu corpo está tremendo todo de ansiedade e vou tentar agora me acalmar. Peço que torçam por nós e em breve voltamos com as novidades...
(Vem, Catarina!!)
A nossa Dra. é uma profissional de princípios muito sólidos e deixou claro desde o princípio que iríamos esperar o tempo certo e dar preferência ao parto normal, tanto que o Enzo, nosso afilhado, nasceu com ela dessa maneira, com 39 semanas. Hoje tivemos uma conversa franca porque eu estava muito em dúvida sobre o que fazer e ela me disse que, às 40 semanas, optar por cesárea ou parto normal é justamente isso, uma opção. Totalmente diferente de chegar no primeiro dia do pré-natal querendo ditar a quantas semanas se pretende fazer a cesárea, como ela disse acontecer com várias gestantes que a procuram.
Contei a ela sobre a minha preocupação de os hormônios envolvidos no trabalho de parto não agirem devido à cesárea (a oxitocina, que causa as contrações uterinas também é o hormônio que faz com que a mãe reforce seus laços afetivos com o bebê), mas ela me disse que não preciso me preocupar com isso porque eu já tenho laços formados durante a gestação e após a cesárea, quando eu vir a minha filha, a oxitocina virá de qualquer maneira. Mais uma vez ela afirmou que essa situação é diferente daquela em que a mãe já não demonstra possuir laços suficientes com o bebê ao exigir ajustá-lo à sua agenda, sem se preocupar sequer com seu bem estar ao nascer no tempo certo.
Tudo isso me deixou segura para optar pela cesárea sem culpa. Acho que é difícil para quem não está vivenciando tudo isso entender como essa escolha acaba sendo pesada, principalmente quando a gente participa de grupos de discussão e percebe o quanto se condena este gesto 'anti-natural' de não se esperar pelo nascimento, como se não houvesse outros fatores envolvidos, sendo um deles o nosso limiar para aceitar riscos desnecessários - já que após as quarenta semanas é preciso um monitoramento quase diário pois a situação já vai ficando cada vez mais delicada...
Bom, gente, meu corpo está tremendo todo de ansiedade e vou tentar agora me acalmar. Peço que torçam por nós e em breve voltamos com as novidades...
(Vem, Catarina!!)
sábado, 4 de junho de 2011
Playlist da Chicorinha
Gravei um cd pra tocar pra pequena com músicas que considero leves, calmas ou alegres (independentemente da letra - o Clash, por exemplo, costuma colocar temas seríssimos e pesados em melodias bem tranqüilas - de qualquer maneira, tá tudo em inglês mesmo...) .
Vamos ver se ela vai gostar da seleção da mamãe... Espero que vocês gostem também, pelo menos de algumas!
- Tema da série A Feiticeira
- Tema do Snoopy
- Son de La Loma (Buenavista Social Club)
- Quelqu'un m'a dit (Carla Bruni)
- Close to You (Carpenters)
- If you want to sing out, sing (Cat Stevens)
- Morning has Broken (Cat Stevens)
- Angeles - Elliott Smith
- Every Morning (Sugar Ray)
- Time of Your Life (Green Day)
- Moon River (Henry Mancini)
- La mer (Charles Trénet)
- Is This Love (Bob Marley)
- Three Little Birds (Bob Marley)
- Amor igual ao teu (Cidade Negra)
- Soldado da Paz (Cidade Negra)
- Um anjo do Céu (Maskavo)
- Asas (Maskavo)
- O Beijo e a Reza (Skank)
- You Are My Sunshine (Papa Winnie)
- I'm yours (Jason Mraz)
- Wash Away (Joe Purdy)
- Just Like Honey (Jesus and Mary Chain)
- Baby (Justin Bieber) obs: rs, acho fofa essa!
- Kokoku (Laurie Anderson)
- Classical Gas Guitar Solo (Mason Williams)
- The Bright Side Of Life (Monty Python)
- Chasing Pirates (Norah Jones)
- Malagueña Salerosa (Paco de Lucía)
- Stand By Me (Ben E. King)
- Dolcissima Maria (Renato Russo)
- Chicago (Sufjan Stevens)
- Mr. Tambourine Man (The Byrds)
- Here Comes Your Man (The Pixies)
- The Ghost in You (The Psychedelic Furs)
- The Boy With the Thorn in His Side (Smiths)
- My Girl (Temptations)
- Soir de Fete (Tema Amélie Poulain)
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Polêmica na mídia: amamentação em público
Tomei conhecimento dos fatos por meio do post da Sofia, do Buteco Feminino. Ela resume bem a questão toda, que envolve a realização de um Mamaço Nacional (evento em que as mães se reunirão para amamentar seus filhos em público para combater o preconceito) e as várias manifestações da mídia a respeito, incluindo programas como o CQC, matérias e artigos favoráveis e contrários em jornais como a Folha de SP e inúmeros blogs na internet.
Eu, pessoalmente, não pretendo amamentar em público (e se for realmente necessário pretendo fazer isso cobrindo o seio) porque detesto olhares indiscretos, críticos, curiosos ou cínicos sobre mim. No entanto, admiro estas mães e respeito seu direito de amamentarem publicamente seja com ou sem 'paninho' por cima, porque o problema não é com elas e sim com estes olhares que julgam, avaliam e se constrangem com algo que deveria ser visto com naturalidade.
Eu mesma me incluo nestas pessoas que ficam meio constrangidas ao ver alguém amamentando, mas sei que é só uma questão de se acostumar. A gente se acostuma a ver tanta coisa errada com naturalidade - por exemplo, o corpo feminino exposto de forma banal em qualquer banca de revista ou propaganda de cerveja - então por que não aprender a encarar com naturalidade também uma mulher amamentando um bebê, que nada tem de errado, nem de ofensivo...
Por isso sou a favor do Mamaço. Para educar os olhares, nem que isso seja uma conquista a longo prazo. Para que a sociedade (ao menos a nossa, já que outras culturas já demonstram essa evolução) aprenda a ver o corpo feminino não só sob o viés sexual mas também maternal e acima de tudo, humano.
Eu, pessoalmente, não pretendo amamentar em público (e se for realmente necessário pretendo fazer isso cobrindo o seio) porque detesto olhares indiscretos, críticos, curiosos ou cínicos sobre mim. No entanto, admiro estas mães e respeito seu direito de amamentarem publicamente seja com ou sem 'paninho' por cima, porque o problema não é com elas e sim com estes olhares que julgam, avaliam e se constrangem com algo que deveria ser visto com naturalidade.
Eu mesma me incluo nestas pessoas que ficam meio constrangidas ao ver alguém amamentando, mas sei que é só uma questão de se acostumar. A gente se acostuma a ver tanta coisa errada com naturalidade - por exemplo, o corpo feminino exposto de forma banal em qualquer banca de revista ou propaganda de cerveja - então por que não aprender a encarar com naturalidade também uma mulher amamentando um bebê, que nada tem de errado, nem de ofensivo...
Por isso sou a favor do Mamaço. Para educar os olhares, nem que isso seja uma conquista a longo prazo. Para que a sociedade (ao menos a nossa, já que outras culturas já demonstram essa evolução) aprenda a ver o corpo feminino não só sob o viés sexual mas também maternal e acima de tudo, humano.
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| Se essa imagem pode ser exposta em qualquer lugar, a qualquer hora no espaço público... |
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| Mas essa deveria ficar restrita a banheiros e salinhas reservadas... |
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| Se esta exposição é socialmente aceita |
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| Porém esta ofende a sociedade... |
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| E se essa propaganda é encarada com naturalidade |
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| E isso choca... É porque as nossas idéias estão de cabeça para baixo e ninguém percebeu. |
quinta-feira, 2 de junho de 2011
E os nossos agradecimentos...
Ao Padre Paulo Renato F. G. de Campos que nem nos conhece e mesmo assim teve a gentileza e o trabalho de adquirir na Ikea de Roma e nos enviar o festivo mosquiteiro de berço que tanto namorávamos para o quarto da Chicorinha... E à nossa prima Débora que não titubeou em lhe fazer este pedido em nosso nome.
Vejam como ficou lindo... O Sr. Chicório disse que a Chicorinha terá seu sono abençoado todas as noites tendo esse dossel repleto de carinho sobre ela:
À Juju pelas lindas malas de maternidade (devidamente montadas esta semana) e à Rô pelas fraldinhas e acessórios decorados que farão o encanto das enfermeiras, deixando a Chicorinha a bebê mais 'Chic' do pedaço...
Às doces meninas do Atelier Festejar, Luciana e Renata, que nos presentearam com caixinhas de lembranças para a maternidade, com o tema de joaninhas (adoramos)...
À vovó Felícia por compor grande parte do enxoval da Chicorinha, costurando, bordando e tricotando com todo amor lindas e delicadas peças...
À priminha Maria Eduarda que ao crescer deixou roupas novinhas de herança pra Chicorinha, à querida Marli que cuidou com tanto carinho delas e a vocês, nossos parentes, amigos, clientes, colegas de trabalho e até da internet que visitaram, ligaram, participaram, estiveram presentes e demonstraram seu carinho para conosco durante todo esse tempo...
Vejam como ficou lindo... O Sr. Chicório disse que a Chicorinha terá seu sono abençoado todas as noites tendo esse dossel repleto de carinho sobre ela:
À Juju pelas lindas malas de maternidade (devidamente montadas esta semana) e à Rô pelas fraldinhas e acessórios decorados que farão o encanto das enfermeiras, deixando a Chicorinha a bebê mais 'Chic' do pedaço...
Às doces meninas do Atelier Festejar, Luciana e Renata, que nos presentearam com caixinhas de lembranças para a maternidade, com o tema de joaninhas (adoramos)...
À vovó Felícia por compor grande parte do enxoval da Chicorinha, costurando, bordando e tricotando com todo amor lindas e delicadas peças...
À priminha Maria Eduarda que ao crescer deixou roupas novinhas de herança pra Chicorinha, à querida Marli que cuidou com tanto carinho delas e a vocês, nossos parentes, amigos, clientes, colegas de trabalho e até da internet que visitaram, ligaram, participaram, estiveram presentes e demonstraram seu carinho para conosco durante todo esse tempo...
MUITO OBRIGADA!!
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