Acabo de voltar da médica e marcamos a cesárea para hoje, quando ela terminar o expediente no consultório. Foi uma decisão difícil, eu realmente estava preparada para o parto normal mas não para esperar mais do que quarenta semanas (completadas hoje, com uma margem de três a quatro dias). Após o exame constatamos que da semana anterior para esta não houve muita mudança no meu estado - apenas um dedo de dilatação causada muito provavelmente pelo encaixamento e não por contrações, que nem cheguei a sentir - e não havia nenhum sinal de que a Chicorinha poderia nascer por estes dias. Diante da hipótese de ter de aguardar mais uma semana, chegando a 41 ou mais, pesando os prós e os contras decidi pela cesárea, com total apoio da minha médica.
A nossa Dra. é uma profissional de princípios muito sólidos e deixou claro desde o princípio que iríamos esperar o tempo certo e dar preferência ao parto normal, tanto que o Enzo, nosso afilhado, nasceu com ela dessa maneira, com 39 semanas. Hoje tivemos uma conversa franca porque eu estava muito em dúvida sobre o que fazer e ela me disse que, às 40 semanas, optar por cesárea ou parto normal é justamente isso, uma opção. Totalmente diferente de chegar no primeiro dia do pré-natal querendo ditar a quantas semanas se pretende fazer a cesárea, como ela disse acontecer com várias gestantes que a procuram.
Contei a ela sobre a minha preocupação de os hormônios envolvidos no trabalho de parto não agirem devido à cesárea (a oxitocina, que causa as contrações uterinas também é o hormônio que faz com que a mãe reforce seus laços afetivos com o bebê), mas ela me disse que não preciso me preocupar com isso porque eu já tenho laços formados durante a gestação e após a cesárea, quando eu vir a minha filha, a oxitocina virá de qualquer maneira. Mais uma vez ela afirmou que essa situação é diferente daquela em que a mãe já não demonstra possuir laços suficientes com o bebê ao exigir ajustá-lo à sua agenda, sem se preocupar sequer com seu bem estar ao nascer no tempo certo.
Tudo isso me deixou segura para optar pela cesárea sem culpa. Acho que é difícil para quem não está vivenciando tudo isso entender como essa escolha acaba sendo pesada, principalmente quando a gente participa de grupos de discussão e percebe o quanto se condena este gesto 'anti-natural' de não se esperar pelo nascimento, como se não houvesse outros fatores envolvidos, sendo um deles o nosso limiar para aceitar riscos desnecessários - já que após as quarenta semanas é preciso um monitoramento quase diário pois a situação já vai ficando cada vez mais delicada...
Bom, gente, meu corpo está tremendo todo de ansiedade e vou tentar agora me acalmar. Peço que torçam por nós e em breve voltamos com as novidades...
(Vem, Catarina!!)
Um ótimo parto! Não se culpe. Curta ao máximo sua Catarina nos braços, sinta-a nascer (mesmo na cesarea é uma emoção e tanto e a gente sente praticamente tudo - menos dor!), ouça seu choro, amamente...
ResponderExcluirAmiga, a essa hora a Catarina já deve estar em seus braços! Espero que tudo tenha corrido bem! E não se culpe pela cesária. Eu também tive que fazê-la porque meu útero não baixou e meu colo não afinou, mas a Maria Clara sempre foi um grude comigo. Onde vou ela me segue com os olhinhos ou pede colo! A própria amamentação também já se encarrega de aproximar a mãe e o bebê! :)
ResponderExcluirVolte quando puder contando como foi!
beijos em vocês!
Graças a Deus deu tudo certo, meninas! O tipo de parto não importa, e sim que tudo corra bem! Obrigada pela força, um beijo!
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