segunda-feira, 21 de março de 2011

Poesia para ninar

Vocês já sabem os benefícios de cantarem e tocarem música para seu neném ainda na barriga. Eu de vez em quanto também repito pra Chicorinha umas poesias que ficaram gravadas na minha memória, não sei por que, desde os tempos da escola. Sei ambas de cor (legal, descobri que 'de cor' em inglês é 'by heart', 'de coração) e e sei que aos poucos ela vai guardando os sons e que também se lembrará dessas doces palavras quando já estiver no meu colo:

As Borboletas
Vinícius de Moraes

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!


As meninas
Cecília Meireles

Arabela
abria a janela.

Carolina
erguia a cortina.

E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"

Arabela
foi sempre a mais bela.

Carolina
a mais sábia menina.

E Maria
Apenas sorria:
"Bom dia!"

Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.

Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia!"

.
.
.

(Essa poesia da Cecília Meireles é a cara da madrinha da Chicorinha, a Ju. Ju Maria... um dia conto mais sobre ela aqui no blog...).

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