Que Carnaval mais friorento e cinza... Que me desculpem os que foram para a praia, mas eu que fiquei por aqui mesmo estou curtindo muito esse tempinho debaixo do cobertor, assistindo tevê e comendo, comendo...
Não tenho postado muito porque além de ter saído de férias por estes dias também fiquei adiantando o quarto da Chicorinha, que está ficando uma graça. Em breve postarei fotos e detalhes.
Então, para quem ficou em casa, seguem três sugestões de filmes sobre pais e filhos para assistir no feriado e que combinam, cada qual a seu jeito, com chuva e com pipoca...
POR UMA VIDA MELHOR
Este passou hoje no Telecine, eu não conhecia e perdi o comecinho, mas é impossível que alguém que esteja no sexto mês de gravidez, como a protagonista da história, não se identifique com pelo menos algumas das situações pelas quais o casal passa em sua busca pelo lugar ideal para criarem a filha. Comentários infelizes, perturbadores e inevitáveis que toda gestante escuta, quase nunca por maldade mas talvez por falta de 'feeling' das pessoas ao redor, expectativas e planos para o futuro da filha, choques culturais com outras famílias (tem uma parte do filme em que o protagonista presenteia uma amiga com um carrinho de bebê, só que ela segue uma linha 'naturalista' - só usa sling - e chega a se ofender com o presente, demonstrando toda sua insensibilidade por detrás do discurso 'paz e amor'). O filme é divertido em vários momentos e emocionante em outros, especialmente no final. Ah, e a trilha sonora é calminha, linda, me lembrou a do filme Juno (que também está nesta lista).
(Vi esse DVD na Blockbuster, mas não sei se já não tiraram da prateleira).
LAÇOS DE TERNURA
Ahhh, esse eu adoro. Tem a Shirley MacLaine, a Debra Winger e o Jack Nicholson (o personagem dele me lembra muito o que ele interpreta no mais recente "Alguém tem que Ceder"), e todos eles arrasando. O filme é de 83, com aquela fotografia bem característica, em tons pastéis, cara de antiguinho. É como se fosse uma 'mini novela', mostrando a vida e os relacionamentos entre mãe e filha e um pouco da vida e da rotina delas, até que uma notícia trágica acaba afetando a todos. Embora o tema final seja triste existe uma delicadeza na forma como é tratado que o torna mais leve. Mas o ponto mais forte desse filme sem dúvida são as interpretações, os personagens são muito fortes e cativantes.
(Tem pra alugar na Vídeo Vip - Rua Elisa Costa Santos, 214, São Dimas, em São José dos Campos).
JUNO
Esse também é um dos meus filmes preferidos porque é muito original em sua forma de tratar a gravidez, com muito humor e com aqueles detalhes artísticos tanto na fotografia (a cada passagem da estação as cores do filme mudam) como também na trilha sonora.
A Juno é uma ótima personagem, muito bem protagonizada pela Ellen Page, que foge dos estereótipos de garotas adolescentes e se aproxima de um tipo mais real, embora não tão comum. Ela é esperta mas meio cabeça de vento, sabe tudo de rock, tem muita personalidade e idéias próprias e mesmo assim acabou engravidando sem querer, então decide dar o filho para adoção a um casal estéril.
Fiquei muito chocada ao ver que em alguns blogs que eu freqüentava várias pessoas não gostaram do filme por considerá-lo 'pró vida', ou seja, por divulgar a entrega para adoção como uma opção ao aborto (para ver detalhes desta discussão é só jogar no google as palavras Juno + pró-vida). Como se o filme se limitasse a isso, o que não é o caso, porque é muito bem construído e está muito além de defender uma bandeira, e em segundo lugar porque, afinal, qual o problema em se ser 'pró-vida'? Algumas pessoas aparentemente esclarecidas falam como se isso fosse um xingamento, uma ofensa, o que para mim é uma contradição. O filme apenas mostra uma história que no final acabou bem, todo mundo saiu ganhando, e o que há de errado nisso?
(Disponível na Blockbuster).



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