domingo, 27 de março de 2011

O pai da Chicorinha

O Sr. Chicório nunca teve muito jeito com crianças. Acho que nosso afilhado Enzo é que acabou fazendo com que ele começasse a achar graça nos pequenos, mesmo assim de forma reservada, como é de sua personalidade e acho que um pouco da minha também. No entanto, não tenho a menor dúvida de que ele será um pai maravilhoso, amigo e par de brincadeiras da nossa Chicorinha. Uma de suas maiores características é gostar de cuidar, de realmente se dedicar a quem ele ama e quanto a isso estou tranqüila. Ele já me avisou que não irá trocar fraldas (sei que é só papo mas tudo bem, vamos dar tempo ao tempo), mas se fizer por ela um pouco do que faz por mim (me ajuda a lembrar dos remédios, sabe de cor as datas quando a médica pede, me leva para baixo e para cima e me acompanha em todas as consultas, faz questão de pegar e fazer as coisas para que eu não precise me esforçar quando não estou muito bem, enfim, isso pra falar do básico) ele já está automaticamente dispensado da atividade de trocar fraldas, e com toda a razão.

Hoje ele está fazendo aniversário e em breve ele ganhará um pacotinho que, eu mesma vi e outros já me falaram, tem tudo pra vir com a carinha dele. E que irá amá-lo demais e lhe dar muitas alegrias (preocupações também, pra ser honesta), durante toda a sua vida.

E eu te agradeço muito, Sr. Chicório, porque mesmo com os nossos defeitos e que a gente brigue feito cão e gato de vez em quando, eu te amo e adoro sua companhia, sua presença e sei que nossa família é linda, é unida e é muito, muito especial.


Além do rostinho fofo, que ela herde também o seu grande coração!

quarta-feira, 23 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Poesia para ninar

Vocês já sabem os benefícios de cantarem e tocarem música para seu neném ainda na barriga. Eu de vez em quanto também repito pra Chicorinha umas poesias que ficaram gravadas na minha memória, não sei por que, desde os tempos da escola. Sei ambas de cor (legal, descobri que 'de cor' em inglês é 'by heart', 'de coração) e e sei que aos poucos ela vai guardando os sons e que também se lembrará dessas doces palavras quando já estiver no meu colo:

As Borboletas
Vinícius de Moraes

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!


As meninas
Cecília Meireles

Arabela
abria a janela.

Carolina
erguia a cortina.

E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"

Arabela
foi sempre a mais bela.

Carolina
a mais sábia menina.

E Maria
Apenas sorria:
"Bom dia!"

Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.

Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia!"

.
.
.

(Essa poesia da Cecília Meireles é a cara da madrinha da Chicorinha, a Ju. Ju Maria... um dia conto mais sobre ela aqui no blog...).

sábado, 19 de março de 2011

O quarto pronto

Eu já falei aqui das minhas expectativas e idéias para o quarto da Chicorinha. O desafio, na prática, era compor um quarto de bebê e também de menina, em que a decoração pudesse ser aproveitada por alguns ou vários anos. Minha fonte de inspiração principal foram os lindos temas da loja Room Seven, ou seja, algo simples, alegre, floral, com um jeito meio 'vintage' e 'cottage'. Tudo isso gastando pouco e aproveitando os itens que já tínhamos (um armário, um espelho, uma cortina e uma cama de casal). Eu também não queria me prender a uma paleta de cores específica porque acho isso limita um pouco as possibilidades e os itens que podem ser incorporados, com o tempo, ao quarto.

Este post pretende ser o mais prático e honesto possível, pois é voltado para os pais de primeira viagem que, como aconteceu conosco, não sabem muito bem por onde começar e estão preocupados com questões como o que e onde adquirir e também quanto vai custar.

As peças que adquirimos para compor a decoração foram as seguintes:

Um lustre artesanal meio rústico, meio provençal, que se vê muito nas lojas de decoração para bebês. A diferença é que nestas lojas eles chegam a custar por volta de R$450,00 e o que encontrei em Ubatuba saiu por R$ 180,00. O segredo, portanto, é buscar a peça em lojas de artesanato e não em lojas de decoração infantil, pois nestas o preço é muito mais alto. 

Estou agora à procura agora de mini cúpulas para colocar nas lâmpadas, já que a luz ficou um pouco forte e pode incomodar os olhos da Chicorinha. Elas custam em torno de R$ 10 a R$ 12, mas estão difíceis de achar em São José na cor branca e em tamanho pequeno. 

O Sr. Chicório, que entende tudo de elétrica, hidráulica, mecânica e outros mistérios, adaptou o suporte e fez a instalação. 



Esta colcha de casal lindona e alegre, dupla face e toda trabalhada foi adquirida em uma loja do Vale Sul Shopping, especializada em roupas de cama em Patchwork. Ficou em R$260,00 com desconto, porque tinha uma pequena mancha numa das pontas, facilmente escondida por um dos travesseiros.

 

O papel de parede floral em tons pastéis (Cuentos en La Pared, da Muresco) foi comprado no lugar mais em conta de todos, a Leroy Merlin (R$ 80 o rolo). Foram necessários 3 rolos e o mestre e gênio da bricolagem, Sr. Chicório, que instalou ele próprio (mas recomendamos pagar os R$ 100,00 do instalador porque é meio chato e cansativo mexer com papel de parede)...

 


A casinha de madeira também foi idéia do papai. Foi comprada sem pintura em uma loja de artesanato (por volta de R$ 60) onde também adquirimos as tintas (verde maçã e verde antigo para o teto) e os acessórios para decorá-la: florzinhas e joaninhas, vasinhos de cerâmica complementados pelos buquês lilases cortados de um raminho (estes encontramos numa loja de flores sintéticas na Rua Quinze, R$ 2,30). A pintura foi bem amadora, já que não tenho o menor talento para isso. No entanto descobri uma boa técnica para cobrir as áreas que não ficaram uniformes: no final passo um pincel com a tinta bem aguada e misturada com um tom mais claro rapidamente em toda a superfície, e isso dá um efeito rústico e riscado que disfarça bem as imperfeições. Fica mais bonito do que deixar a peça pintada somente em tons sólidos.

 



Agora os meus xodós... Com base am alguns desenhos da Room Seven: a Matrioska (significa "mãezinha", aquela boneca russa que guarda várias miniaturas dela uma dentro da outra), a Cavalinha e o Mosaico de Flores - encomendei almofadas com a minha prima, a Rosângela e também a Claudelice (elas têm um blog, vão lá conhecer e fazer suas encomendas) e vejam só que coisas lindas que ficaram. 
Um capricho tão grande que superou até mesmo os originais e deram o toque de encanto que eu sonhava para o quarto da Chicorinha!  





 Aqui a arte foi da vovó Felícia. Pegamos um dia e saímos para comprar tecido (algodão mesmo, acha-se facilmente na cidade, nós compramos numa loja de armarinhos no Motorama) e espuma para o enchimento, e assim ela costurou o protetor do berço e também o trocador, com uma capa plástica por cima. Ficou do jeitinho que eu queria, pois li que os protetores muito fofos podem sufocar crianças mais suscetíveis. Além disso eu achei os "kit berços" muito caros e muito cheios de 'frufrus'. Foram usados 3 metros de tecido, por volta de um metro de espuma (ela é bem comprida) e o custo ficou em torno de R$ 80:
 


Quanto ao berço, é da Allegrini, que fica ali na Andrômeda, 1429. Pegamos uma promoção na Feira da Gestante e do Bebê em São Paulo (eles têm unidades em várias cidades) e saiu de R$ 500 por R$ 390, na cor branco fosco.
A colcha (que também é cobertor) imita patchwork, e o jogo de lençol com o mesmo padrão foram adquiridos na loja Kindim & Mariola do Shopping Colinas (R$ 79 cada).



Este é outro dos meus itens preferidos, um baldinho provençal que compramos no Empório da Serra em Santo Antonio do Pinhal (chegando em Santo Antonio do lado direito tem a estação de trem e a lojinha fica bem ali, do lado de dentro ao lado da lanchonete - fone 12 3666-1292 ) por R$ 60, e que servirá para guardar itens de limpeza pessoal que precisam estar a mão ao lado do trocador. 



Ah, o urso também já tínhamos, ganhei do Sr. Chicório num dos nossos aniversários de casamento...



Eu ia colocar uns quadros na parede mas acho que por enquanto vou deixar assim como está e esperar que ela esteja maiorzinha para montarmos juntas os quadrinhos de suas ilustrações preferidas. Ficou faltando somente o mosquiteiro para o berço, que estamos tentando conseguir na Ikea, com ajuda da prima Débora.

 E no final o quarto da Chicorinha ficou assim:







 Acho que ficou do jeitinho que nós queríamos, espero que ela goste também!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vídeo 4 D da Chicorinha

Não entendo muito de edição de vídeo, tentei colocar neste resumo umas partes legais pra vocês verem melhor a carinha e o jeitinho dela...

quinta-feira, 17 de março de 2011

O primeiro retrato

Hoje vimos o rosto de nossa princesa pela primeira vez e ela é linda, alheia a tudo em seu mundinho aquático, com a mãozinha na boca, vivendo plena e tão somente, experimentando as primeiras sensações de sua vida tão nova.

O rostinho redondo do papai, a boquinha da mamãe e o amor de nós dois ali, concretizado, como um milagre. O feijãozinho cresceu e virou uma menininha tão perfeita, tão doce, tão querida.

Amor de nossas vidas, não vemos a hora de tê-la nos braços. Obrigada por existir, obrigada por seus chutinhos, tremidas, mexidas e soquinhos na minha barriga. Adoro sentir você e adorei vê-la. Você é mágica!

Amanhã eu posto um pedacinho do ultrassom em vídeo para vocês verem. Beijos a todos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Padecendo no Petar

Uma das viagens mais marcantes que eu e o Sr. Chicório fizemos foi para o Petar, um Parque Estadual entre São Paulo e o Paraná que abriga centenas de cavernas, no qual passamos o feriado de Carnaval explorando algumas delas e vivendo experiências únicas.

Estar grávida me lembra um pouco aqueles dias no Petar. A gente padece, padece muito: caminha em território desconhecido, enfrenta as intempéries da natureza, sente dores no corpo inteiro e chega quebrado e exausto ao final do dia. 
Mas as emoções que o Petar nos reserva valem qualquer esforço. Caminhar na floresta, no meio do rio, fazer trilha na chuva e adentrar numa caverna escura, úmida, silenciosa e acima de tudo, bela, mexe com as emoções, faz a gente se sentir mais conectado com a vida, com a Natureza que nos circunda, e não dá pra explicar com palavras essas sensações. 

Vivenciar a gravidez também é uma aventura que traz tantos desconfortos quanto emoções fortes. Gerar uma pessoa dentro de você, vê-la ali no ultrassom evoluindo a cada sessão, senti-la mexendo, explorando o universo que é a sua barriga, imaginar as novidades que te aguardam  e encarar uma reviravolta na sua vida para sempre é uma aventura mais emocionante que safári na África ou escalada no Everest! 

Quando mais jovem eu achava que a natureza tinha sido muito injusta conosco, mulheres, por termos que passar pelas dores do parto e por todos os revezes de uma gestação. Mas li um texto certa vez que me fez ver as coisas sob um ângulo completamente diferente. Ele perguntava ao leitor se o atleta exausto e dolorido, com os pés em brasa ao final de uma maratona, prestes a atravessar a linha de chegada, ou a bailarina após inúmeras quedas até conseguir o passo perfeito ou a mãe sentindo as dores do parto, se todos eles estariam infelizes com todo aquele sofrimento, ou se a dor que estavam sentindo era insignificante diante da vitória que estavam prestes a conquistar. Foi então que percebi que toda grande conquista requer uma dose equivalente de esforço e dedicação, e que às vezes a dor está mais próxima da força que da fraqueza. E então senti um orgulho muito grande por ser mulher e por ser forte!

O que importa, nessas nossas viagens, seja no Petar ou escalando o Everest ou sendo mãe de primeira viagem é não deixar que as dificuldades, o cansaço e a dor nos impeçam de manter nosso olhar atento e sensível à beleza exuberante do caminho...