Hoje passei por uma situação que vale o registro. Aqui no meu trabalho estamos com o restaurante fechado e forma-se uma fila quilométrica na lanchonete onde almoço. Fui então um pouco mais cedo, mas mesmo assim já havia muita gente na fila. Para piorar, no meio do caminho tive uma câimbra na batata da perna.
Decidi pedir uma marmitex para não precisar passar na frente dos outros mas fui informada que, diante do excesso de pessoas, precisaria tê-la solicitado com antecedência. Diante disso, do peso da barriga de oito meses e dar dor na perna resolvi fazer uso do meu direito de atendimento preferencial e pedi gentilmente licença a uma pessoa para entrar na frente dela. Esta, visivelmente contrariada, cedeu espaço. Logo depois ouvi alguém de trás da fila me chamando de folgada. Voltei-me e perguntei o que ela tinha dito, sem agressividade, e a pessoa respondeu com desdém: "nada, pode ficar aí mesmo". Então eu disse: "sim, pois eu tenho direito de ficar aqui". Ouvi mais um resmungo, mas não retruquei. E desta vez não me senti constrangida nem nada, pois neste caso sabia quem estava com a razão.
Infelizmente não dá pra exigir que as pessoas tenham educação ou gentileza umas com as outras, mas pelo menos podemos exigir que nossos direitos sejam respeitados. Eu não costumo abusar da minha condição, dificilmente utilizo a gravidez como justificativa para passar na frente dos demais, a não ser nestes casos em que realmente estou me sentindo mal ou incomodada.
Muitas pessoas adotaram a cultura do 'problema seu, não tenho nada a ver com isso', mas acredito que a longo prazo isso se volte contra elas próprias, ao ajudarem a produzir uma sociedade mais fria e insensível. 'Azar seu se você tem necessidades especiais, azar seu se está passando mal, azar seu se é velho'... Só tomamos consciência disso ao nos encontrarmos numa destas situações, sem que haja alguém disposto a emprestar um pouquinho da sua juventude ou do seu bem estar, se não por simpatia, ao menos para reforçar valores sociais que também lhe serão úteis no futuro, no dia em que estiverem precisando.
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| E quando isso não acontece, a Lei está aí para ser lembrada, sempre que o bom senso faltar. |

Chicória, só quando estamos grávidas é que sentimos a importância do atendimento prioritário na pele. Infelizmente as pessoas não tem educação (ou consciência) nenhuma. No final da gravidez, com o barrigão enorme, eu não tive problemas com isso. Mas no começo, quando minha barriga era ainda pequena e eu mais parecia gordinha e justamente quando eu podia andar bem pouco e tinha que fazer repouso, sentia que não tinha o direito nas filas preferenciais, porque bastava eu entrar lá e todo mundo me olhava de cara feia! No começo eu ficava constrangida, mas depois fui ficando tão irritada com isso que já ficava com duas pedras na mão, só esperando reclamarem. Inclusive passamos a usar vagas de idosos quando não tinha de gestantes nos estacionamentos de shoppings e restaurantes! Fazfavor, né? Já que esse povo não se toca, as grávidas tem mais que se impor mesmo!
ResponderExcluirUm beijo, querida!