Até então eu não estava pensando nisso, mas agora na reta final da gestação comecei a ponderar o assunto. "Ponderar", neste caso, é um eufemismo para um turbilhão de pensamentos e sentimentos que envolvem ansiedade, medo, angústia e ao mesmo tempo confiança, tranqüilidade e entusiasmo... Imaginem tudo isso se alternando dia sim, dia não, na cabeça de uma pessoa...
No momento estou atravessando uma fase boa (e espero sinceramente que não seja só uma fase, mas que consiga permanecer assim até o grande dia), na qual acredito ser capaz de encarar o que vier, e por isso aproveitei o retorno do bom humor pra escrever este texto. Em outros dias não tão distantes já me encontrei mergulhada em profunda aflição por não saber o que esperar em tantos sentidos, se vai correr tudo bem com a Chicorinha, como vai ser a dor, o pós-parto...
A melhor imagem que vem à minha mente para ilustrar isso que tenho passado é a de se estar pela primeira vez na fila da montanha-russa (quando só se esteve antes no carrossel e no Formigão) imaginando o que te aguarda. E, como nos brinquedos mais radicais dos parques de diversões, o medo e a sensação de perder o controle é o preço que se paga pra viver as mais intensas emoções.
Para mim, até ficar grávida, a única opção possível a ser considerada para o parto era a cesariana eletiva, ou seja, aquela com dia e hora marcados. Era claro como água: não queria passar pelas dores do trabalho de parto e ponto final. Queria definir eu mesma o momento de ir ao hospital, sem sobressaltos e sem ser pega de surpresa. Pra que todo esse sofrimento, afinal, se não é preciso passar por nada disso?
Depois de ler mais a respeito do assunto, no entanto, comecei a pensar nos prós de um parto normal: que de repente poderia ser mais tranqüilo do que eu imaginava, que depois estaria mais bem disposta pra cuidar da Chicorinha, sem falar em toda aquela campanha da Organização Mundial de Saúde... Mas o que realmente me animou a considerá-lo como opção foi saber que quase nos finalmentes a gente recebe analgesia, uma espécie de anestesia mais fraca a ponto de aliviar a dor, mas que permite a evolução da passagem do bebê.
Diante destas questões todas e sem ser capaz de chegar a qualquer conclusão, optei por confiar a decisão quanto ao melhor parto à minha médica. O que ela considerar mais seguro para a Chicorinha e para mim, que seja. A doutora não é radical nem com relação à cesária nem ao normal, então acredito em seu equilíbrio para tomar a melhor decisão no meu lugar, já que não estudei Medicina nem nada, e nem tenho mais do que uma dúzia de experiências confiáveis - felizmente todas positivas, tanto com relação ao parto normal quanto à cesárea, que as pessoas próximas vão me narrando - e ela tem centenas.
Enquanto procuro manter a cabeça no lugar, só tenho certeza de uma coisa: tudo o que eu desejo é que a Chicorinha chegue com saúde e que depois do parto, seja ele qual for, eu esteja bem física e emocionalmente pra cuidar dela com toda a dedicação, amor e carinho que a nossa pequena merece....
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