Até uns dez, quinze dias de vida mais ou menos (não sei precisar porque nos últimos tempos minha memória não passa de uma vaga lembrança) a Chicorinha mamava e dormia tranqüila no seu carrinho até a próxima mamada. Até que, não mais que de repente, passou a recusá-lo e exigir nosso colo o tempo todo. Podia estar no mais profundo dos sonos mas era só colocá-la no carrinho que minutos depois já começava a chorar, desesperada.
Assim, passamos as últimas semanas revezando nossos colos 24 horas por dia - e posso dizer que, mesmo para dois, a tarefa é pesada. De madrugada a gente revezava a poltrona, enquanto um dormia o outro ficava acordado a segurando - e de dia mal havia tempo para preparar o almoço e o jantar, tomar banho, o que dirá escrever no blog. Nossa prioridade, além de ficar com a Chicorinha, era tentar dormir um pouco mais do que três horas por dia.
Porém, há mais ou menos uma semana - é difícil precisar datas porque tudo está meio contínuo, perco a noção dos dias - ela parece que criou mais confiança de que alguém sempre estará ali e, embora ainda reclame nosso colo, já conseguimos deixá-la algumas vezes durante o dia dormindo no carrinho e a noite, no berço. Claro que eu fico ali, na cama ao lado, pronta para acudi-la quando o choro não cessa depois de um tempinho.
O engraçado é que lendo o E-family ou alguns blogs, ou conversando com conhecidos, chega-se à conclusão de que os bebês são todos iguaizinhos, pois passam por estas mesmas fases, deixando os pais exaustos, esquecidos e meio doidos (aqui em casa a gente dizia que ia fazer alguma coisa e logo depois esquecia o que era). Enfim, são tudo talquinho do mesmo frasco e ninguém sabe direito o que fazer - podem crer, eu já pesquisei.
O que percebo é que ela segue um ciclo, às vezes depois da mamada ela dorme um sono profundo e às vezes quer ficar acordada brincando - aí a gente conversa, anda com ela pela casa, coloca pra ver o móbile ou na cadeirinha de balanço, que ela adora (ainda bem que compramos!) - e esse ciclo não tem nada a ver com o dia ou com a noite. Às vezes coincide do sono comprido ser de noite, mas às vezes, não. Pelo que li, parece que o cérebro dos bebês só vai ter seu relógio biológico pronto lá pelo terceiro ou quarto mês, passando então a preferir as atividades de dia e o sono de noite. Por enquanto, só nos resta administrar e mostrar a diferença entre um em outro, mas sem grandes expectativas.
O tempo por aqui tem passado tão rápido, as semanas têm voado. A Chicorinha está tão linda e esperta, e nos encanta todos os dias com o seu jeitinho, seus chorinhos manhosos, seus sorrisos, as carinhas que faz enquanto dorme e os primeiros "ahs" e "uhs". Também pegou sapinho - que já está quase sarando - e está com a voz meio rouca - não sei se de chorar ou por causa desse ar frio de inverno.
O que sei é que devagarzinho, dia após dia, vamos nos tornando mais pais e ela, mais filha. A nossa família vai se consolidando, se entendendo melhor, e a tendência é que continue assim, Chicorinha confiando em nós e nós confiando em nós mesmos, na nossa capacidade de cuidarmos bem da nossa maior riqueza.
"O que estamos aprendendo, vivendo e pensando neste processo maternal, a quem interessar possa"
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ensaio fotográfico da Chicorinha
Taí umas fotos que eu tava pra fazer há tempos da Chicorinha, mas nessa fase de adaptação e tudo, nem rolou. Inclusive ainda tenho que contar as últimas dela pra vocês entenderem melhor essa falta de tempo..
Então, o ideal teria sido fazer esse ensaio quando ela ainda era recém nascida, com no máximo uns quinze dias de vida, pois aí o neném tem um sono mais profundo e dá pra fazer várias poses. Eu só consegui tirar algumas fotos e logo a pequena se cansou e chorou, aí tive que consolar a pobrezinha...
Mas funciona assim, a gente prepara um quarto bem iluminado (uma janela com cortina branca pra difundir a luz é o ideal) e aquecido (com o sol ou aquecedor), pra poder deixar a criança só de body ou peladinha. Ela precisa já dormindo, alimentada e trocada. Previamente, é preciso fazer uma 'montanha' de travesseiros e colocar uma manta ou edredon sobre a mesma. Aí se coloca o bebezinho sobre essa montanha, perto da fonte de luz mas não diretamente para que não o incomode.
Embora seja uma péssima posição para dormir em termos de segurança, os bebezinhos adoram ficar deitados de bruços e até sorriem de satisfação. Uma pose linda que não consegui pegar da Chicorinha é aquela que eles fazem com as duas mãozinhas entrelaçadas embaixo do queixo, adormecidos...
É preciso fazer a preparação do ambiente e o ensaio com muito cuidado, carinho e atenção, para não correr o risco de estressar o bebê, acordá-lo antes da hora ou mesmo provocar algum acidente, como queda da cama ou coisa assim.
Então, seguem as (poucas) fotinhas que consegui da Chicorinha, com direito a body da Baby Gap e tudo (chiquérrimo, um presente da Vanessa, Robson e Enzo):
Então, o ideal teria sido fazer esse ensaio quando ela ainda era recém nascida, com no máximo uns quinze dias de vida, pois aí o neném tem um sono mais profundo e dá pra fazer várias poses. Eu só consegui tirar algumas fotos e logo a pequena se cansou e chorou, aí tive que consolar a pobrezinha...
Mas funciona assim, a gente prepara um quarto bem iluminado (uma janela com cortina branca pra difundir a luz é o ideal) e aquecido (com o sol ou aquecedor), pra poder deixar a criança só de body ou peladinha. Ela precisa já dormindo, alimentada e trocada. Previamente, é preciso fazer uma 'montanha' de travesseiros e colocar uma manta ou edredon sobre a mesma. Aí se coloca o bebezinho sobre essa montanha, perto da fonte de luz mas não diretamente para que não o incomode.
Embora seja uma péssima posição para dormir em termos de segurança, os bebezinhos adoram ficar deitados de bruços e até sorriem de satisfação. Uma pose linda que não consegui pegar da Chicorinha é aquela que eles fazem com as duas mãozinhas entrelaçadas embaixo do queixo, adormecidos...
É preciso fazer a preparação do ambiente e o ensaio com muito cuidado, carinho e atenção, para não correr o risco de estressar o bebê, acordá-lo antes da hora ou mesmo provocar algum acidente, como queda da cama ou coisa assim.
Então, seguem as (poucas) fotinhas que consegui da Chicorinha, com direito a body da Baby Gap e tudo (chiquérrimo, um presente da Vanessa, Robson e Enzo):
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Um mês de Chicorinha
Gente, não estou tendo muito tempo pra escrever ultimamente... Então só passei pra deixar algumas fotos do primeiro mês de vida da nossa Chicorinha, que também vem sendo chamada de Passarinha (pela mamãe) e Pantufa (pelo papai)...
Vejam como ela espichou e está cada dia mais linda!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
As últimas
Gente, que friiiiiiio... A família Chicória está entocada dentro de casa cuidando da cria, tentando aquecer o ambiente e evitar o vento gelado que entra pelas frestas da sacada e das janelas...
Seguem as últimas fotos da nossa Chicorinha. Ela está linda e saudável como sempre e nós cada vez mais adaptados. As maiores dificuldades que temos enfrentando são suas cólicas, que decidiram aparecer e fazem a pobrezinha chorar desconsolada e também o fato de ela ter se acostumado com o colinho do papai para dormir...
Aqui o Vandy a ninando e um novo uso que ele descobriu pra almofada de amamentação...
E aqui o rostinho mais doce que eu adoro, depois que ela mama e adormece no meu colo...
Seguem as últimas fotos da nossa Chicorinha. Ela está linda e saudável como sempre e nós cada vez mais adaptados. As maiores dificuldades que temos enfrentando são suas cólicas, que decidiram aparecer e fazem a pobrezinha chorar desconsolada e também o fato de ela ter se acostumado com o colinho do papai para dormir...
Aqui o Vandy a ninando e um novo uso que ele descobriu pra almofada de amamentação...
E aqui o rostinho mais doce que eu adoro, depois que ela mama e adormece no meu colo...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Vício em controlar
Oi, meu nome é Chicória e sou viciada em planejamento. Não sei desde quando isso começou, só sei que tenho mania de escrever manuais sobre absolutamente tudo, organizando procedimentos sejam eles de trabalho, viagens, projetos de vida e agora, cuidados com a Chicorinha.
Só pra ilustrar, no tema Viagem: quando fomos visitar a Serra Gaúcha eu escolhi uma época muito específica, para pegar as cores amareladas e avermelhadas mais intensas do outono nas folhagens dos plátanos e bordos. Contudo, ao chegar em Gramado, passei a tarde toda de mau humor porque as árvores não estavam suficientemente coloridas como eu havia planejado que estariam... É mole?
Minha cabeça fica o tempo todo trabalhando para criar estratégias de ação, como se eu precisasse de uma fórmula infalível equacionando eficientemente todas as necessidades de nossa filha e as nossas. Acho que dá pra perceber essa minha tendência a sistematizar ações e até mesmo pensamentos pelos últimos posts deste blog, que nada mais são do que as minhas tentativas de desenrolar o novelo mental que se formou com as minhas novas atividades de mãe.
Sei que faço isso pra me sentir segura. Parece que tendo tudo pensado e por escrito, nada vai me escapar, nada vai sair do meu controle. Mas a verdade é que isso não está me fazendo bem. Tenho ficado angustiada toda vez que imagino ter encontrado a forma correta de agir - dar de mamar de tanto em tanto tempo e se caso ela chorar fazer isso ou aquilo - e no momento seguinte a pequena me surpreende respondendo de forma totalmente diversa do que eu esperava.
Por exemplo, ontem li um texto sobre amamentação por livre demanda que mexeu um pouco com as minhas certezas. Imaginei que se pensasse um pouco mais conseguiria chegar num meio-termo, mantendo a rotina alimentar de três em três horas mas permitindo que a pequena sugasse nos momentos de estresse de modo que isso a fizesse adormecer. Tentei a experiência mas tudo o que consegui foi um bebê sem sono algum, como se sugando, mais ela quisesse sugar, ao invés de dormir. Além disso, como explicar que o pai consegue acalmá-la, apesar de seus apelos, com colo, musiquinhas e embalo, e que às vezes ela simplesmente pára e se acalma, e fica ali quietinha e absorta, apreciando o ambiente ao seu redor?
Aliás, o Sr. Chicório é o inverso de mim. Ele faz tudo de forma tão intuitiva e com isso se preocupa menos, se estressa menos e acaba tendo ações mais eficientes do que as minhas. Por esta razão decidi que vou me esforçar para deixar de lado essa minha necessidade de ter cada detalhe milimetricamente controlado e relaxar, agir naturalmente, instintivamente, conhecer a personalidade e necessidades da minha filha um dia de cada vez, sem seguir um plano ou estratégia pré-definida. Claro que quero manter essa rotininha básica que nos ajuda a organizar o dia, mas sem toda essa neura de planejar cada passo de sua vida desde já.
Nos primeiros dias até a casa parecia testar meus limites de organização pois no espaço de uma semana e meia a máquina de lavar quebrou, a privada entupiu, o mouse parou de funcionar e o micro ficou lento, caiu a haste dos meus óculos e eu cada vez mais inconformada com esta revolta repentina dos objetos domésticos justo num momento tão delicado. Mas, pensando bem agora, talvez o mundo estivesse tentando me dizer: 'let it be', relaxa, solta as rédeas e deixa rolar...
A pequena já está com quinze dias, seu umbiguinho já caiu e eu não posso mais perder tempo montando sistemáticas. Eu preciso viver intensamente cada momento fugidio porque se a metade do mês já passou assim, os seis meses da minha licença irão voar. Eu preciso relaxar e simplesmente viver, e parar de agir como se estivesse escrevendo um livro sobre como cuidar de bebês...
Por isso, se eu conseguir domar esse meu vício (e eu vou conseguir, acreditem) esse blog vai ter menos destes textos de planos e fórmulas (dos quais eu me arrependo de ter escrito no dia seguinte, porque como disse eles parecem funcionar apenas uma vez) e mais fotos e registros dos acontecimentos simples, encantadores e imprevisíveis da vida da nossa Chicorinha...
Só pra ilustrar, no tema Viagem: quando fomos visitar a Serra Gaúcha eu escolhi uma época muito específica, para pegar as cores amareladas e avermelhadas mais intensas do outono nas folhagens dos plátanos e bordos. Contudo, ao chegar em Gramado, passei a tarde toda de mau humor porque as árvores não estavam suficientemente coloridas como eu havia planejado que estariam... É mole?
Minha cabeça fica o tempo todo trabalhando para criar estratégias de ação, como se eu precisasse de uma fórmula infalível equacionando eficientemente todas as necessidades de nossa filha e as nossas. Acho que dá pra perceber essa minha tendência a sistematizar ações e até mesmo pensamentos pelos últimos posts deste blog, que nada mais são do que as minhas tentativas de desenrolar o novelo mental que se formou com as minhas novas atividades de mãe.
Sei que faço isso pra me sentir segura. Parece que tendo tudo pensado e por escrito, nada vai me escapar, nada vai sair do meu controle. Mas a verdade é que isso não está me fazendo bem. Tenho ficado angustiada toda vez que imagino ter encontrado a forma correta de agir - dar de mamar de tanto em tanto tempo e se caso ela chorar fazer isso ou aquilo - e no momento seguinte a pequena me surpreende respondendo de forma totalmente diversa do que eu esperava.
Por exemplo, ontem li um texto sobre amamentação por livre demanda que mexeu um pouco com as minhas certezas. Imaginei que se pensasse um pouco mais conseguiria chegar num meio-termo, mantendo a rotina alimentar de três em três horas mas permitindo que a pequena sugasse nos momentos de estresse de modo que isso a fizesse adormecer. Tentei a experiência mas tudo o que consegui foi um bebê sem sono algum, como se sugando, mais ela quisesse sugar, ao invés de dormir. Além disso, como explicar que o pai consegue acalmá-la, apesar de seus apelos, com colo, musiquinhas e embalo, e que às vezes ela simplesmente pára e se acalma, e fica ali quietinha e absorta, apreciando o ambiente ao seu redor?
Aliás, o Sr. Chicório é o inverso de mim. Ele faz tudo de forma tão intuitiva e com isso se preocupa menos, se estressa menos e acaba tendo ações mais eficientes do que as minhas. Por esta razão decidi que vou me esforçar para deixar de lado essa minha necessidade de ter cada detalhe milimetricamente controlado e relaxar, agir naturalmente, instintivamente, conhecer a personalidade e necessidades da minha filha um dia de cada vez, sem seguir um plano ou estratégia pré-definida. Claro que quero manter essa rotininha básica que nos ajuda a organizar o dia, mas sem toda essa neura de planejar cada passo de sua vida desde já.
Nos primeiros dias até a casa parecia testar meus limites de organização pois no espaço de uma semana e meia a máquina de lavar quebrou, a privada entupiu, o mouse parou de funcionar e o micro ficou lento, caiu a haste dos meus óculos e eu cada vez mais inconformada com esta revolta repentina dos objetos domésticos justo num momento tão delicado. Mas, pensando bem agora, talvez o mundo estivesse tentando me dizer: 'let it be', relaxa, solta as rédeas e deixa rolar...
A pequena já está com quinze dias, seu umbiguinho já caiu e eu não posso mais perder tempo montando sistemáticas. Eu preciso viver intensamente cada momento fugidio porque se a metade do mês já passou assim, os seis meses da minha licença irão voar. Eu preciso relaxar e simplesmente viver, e parar de agir como se estivesse escrevendo um livro sobre como cuidar de bebês...
Por isso, se eu conseguir domar esse meu vício (e eu vou conseguir, acreditem) esse blog vai ter menos destes textos de planos e fórmulas (dos quais eu me arrependo de ter escrito no dia seguinte, porque como disse eles parecem funcionar apenas uma vez) e mais fotos e registros dos acontecimentos simples, encantadores e imprevisíveis da vida da nossa Chicorinha...
domingo, 26 de junho de 2011
Juntando as peças do quebra-cabeça
Mais uma noite de gala na casa da Princesa Chicorinha... O bom foi que desta vez fomos percebendo o que estava acontecendo com ela e já traçamos nosso plano para agradá-la e conseguirmos dormir também.
É que a pequena até uns dias atrás agia como um recém-nascido, ou seja, mamava e automaticamente pegava no sono, dormindo até a próxima mamada. Mas desde os dez dias de idade ela começou a ter dificuldades em adormecer, como acontece com muitos bebês (e também conosco), e fica perdida e nervosa quando acordada, aí só o peito para fazê-la ficar sonolenta. Acontece que após mamar por quase uma hora eu a colocava pra dormir e ela despertava, pedindo mais. Isso se repetiu por 5 vezes seguidas (e ela tem feito isso de dia e de noite) e então eu concluí que duraria para sempre se não quebrássemos o ciclo e a ensinássemos a dormir sem precisar do peito.
Sou a favor da livre demanda (deixar o bebê mamar o quanto quiser) mas com relação à alimentação, e não à 'chupetação'. Ontem já estava exausta, o corpo todo dolorido, e ela querendo mamar. Pior, quando mais mamava além do que precisava, mais soluços, mais regurgitação, mais sobrecarga para seu sistema digestivo.
Tentamos dar a chupeta (*), mas ela se recusou. Aí papai viu a situação e a levou para sala pra ficar brincando com ela até fazê-la dormir. Por lá ficaram umas três horas e eu apaguei. Quando voltaram já era hora de mamar de novo e finalmente ela cedeu e dormiu mais três horas. Como eu consegui dormir seis horas praticamente direto, estava bem disposta na manhã para cuidar dela e deixar seu pai dormir outras seis. Assim, descobrimos que o sistema de turnos é uma ótima idéia - e tenho sorte de poder contar com meu marido para isso. Esta noite vamos tentar incluir o banho de ofurô em sua rotina para acalmá-la, dando-o antes da última mamada da noite.
Esta manhã novamente ela tentou o truque do mamá mas eu já estava esperta, brinquei com ela, coloquei pra ver o móbile e dei as costas do meu dedo mindinho dobrado para ela sugar. Para minha surpresa, a pequena aceitou e logo depois foi fechando os olhinhos. Despertou diversas vezes, mas sem chorar. Ficou um tempão quietinha observando os detalhes da sua roupa de cama e só chorou quando realmente estava com fome de novo, aí depois desta mamada dormiu feito um anjinho e está assim até agora... Segundo a médica, só devemos acordá-la se ficar mais de quatro horas sem se alimentar - então lá vou eu!
(*) Com relação à chupeta, acho útil até durante os primeiros três meses, devendo ser retirada quando o bebê já se adaptou à vida fora do útero. É impressionante como sugar acalma a Chicorinha, ela precisa muito disso por enquanto.
Há uma dica interessante nos vídeos do Dr. Harvey, ao invés de tentar forçar a chupeta ou dedo na boquinha da criança, deve-se fazer o inverso, soltá-los como se ela os fossem perder, pois aí ela suga com mais força e os mantêm no lugar.
É que a pequena até uns dias atrás agia como um recém-nascido, ou seja, mamava e automaticamente pegava no sono, dormindo até a próxima mamada. Mas desde os dez dias de idade ela começou a ter dificuldades em adormecer, como acontece com muitos bebês (e também conosco), e fica perdida e nervosa quando acordada, aí só o peito para fazê-la ficar sonolenta. Acontece que após mamar por quase uma hora eu a colocava pra dormir e ela despertava, pedindo mais. Isso se repetiu por 5 vezes seguidas (e ela tem feito isso de dia e de noite) e então eu concluí que duraria para sempre se não quebrássemos o ciclo e a ensinássemos a dormir sem precisar do peito.
Sou a favor da livre demanda (deixar o bebê mamar o quanto quiser) mas com relação à alimentação, e não à 'chupetação'. Ontem já estava exausta, o corpo todo dolorido, e ela querendo mamar. Pior, quando mais mamava além do que precisava, mais soluços, mais regurgitação, mais sobrecarga para seu sistema digestivo.
Tentamos dar a chupeta (*), mas ela se recusou. Aí papai viu a situação e a levou para sala pra ficar brincando com ela até fazê-la dormir. Por lá ficaram umas três horas e eu apaguei. Quando voltaram já era hora de mamar de novo e finalmente ela cedeu e dormiu mais três horas. Como eu consegui dormir seis horas praticamente direto, estava bem disposta na manhã para cuidar dela e deixar seu pai dormir outras seis. Assim, descobrimos que o sistema de turnos é uma ótima idéia - e tenho sorte de poder contar com meu marido para isso. Esta noite vamos tentar incluir o banho de ofurô em sua rotina para acalmá-la, dando-o antes da última mamada da noite.
Esta manhã novamente ela tentou o truque do mamá mas eu já estava esperta, brinquei com ela, coloquei pra ver o móbile e dei as costas do meu dedo mindinho dobrado para ela sugar. Para minha surpresa, a pequena aceitou e logo depois foi fechando os olhinhos. Despertou diversas vezes, mas sem chorar. Ficou um tempão quietinha observando os detalhes da sua roupa de cama e só chorou quando realmente estava com fome de novo, aí depois desta mamada dormiu feito um anjinho e está assim até agora... Segundo a médica, só devemos acordá-la se ficar mais de quatro horas sem se alimentar - então lá vou eu!
(*) Com relação à chupeta, acho útil até durante os primeiros três meses, devendo ser retirada quando o bebê já se adaptou à vida fora do útero. É impressionante como sugar acalma a Chicorinha, ela precisa muito disso por enquanto.
Há uma dica interessante nos vídeos do Dr. Harvey, ao invés de tentar forçar a chupeta ou dedo na boquinha da criança, deve-se fazer o inverso, soltá-los como se ela os fossem perder, pois aí ela suga com mais força e os mantêm no lugar.
sábado, 25 de junho de 2011
O baile da princesa
Não demorou muito pra descobrirmos que esse negócio de rotina não é tão simples assim... Funciona maravilhosamente numa noite; na outra, por algum motivo totalmente desconhecido, a bebê resolve se rebelar e ficar com os olhinhos estalados pedindo atenção madrugada adentro.
Ontem acabamos fazendo o que os livros e a pediatra nos alertaram para não fazermos: trocar de atividade a cada vez que ela chorava para acalmá-la. Tentamos colo, dar de mamar, ligar o móbile, cantar, dar banho de ofurô - tudo isso entre as 3 e 5 da manhã (o que não é tudo porque das 2 às 3 ela havia mamado e mamaria novamente das 5 às 6, ou seja, durante metade da madrugada permanecemos sem dormir), quando só então conseguimos vencê-la pelo cansaço.
Há tantas teorias e estamos em dúvida se atendemos suas demandas ou se tentamos adequá-la a uma sistemática sendo assim tão novinha. No fundo, acredito que não há escapatória, pois mesmo que implementemos uma rotina isso irá provocar igualmente seu choro e demorará um bom tempo para surtir efeito.
Eu por mim nos três primeiros meses, considerado período de adaptação, não me importo de dormir de dia ou de noite, desde que consiga somar pelo menos umas cinco horas de sono diárias. Menos que isso acredito que possa prejudicar muito meu humor, minha memória e produtividade.
Agora, que foi uma belezinha o primeiro banho de ofurô dela, isso foi. Ela estava chorando muito mas quando a mergulhamos na água automaticamente o choro cessou, e ela ficou o tempo todo satisfeita, curtindo sua piscininha com um olhar tão doce, e ainda reclamou na hora de sair...
Uma figura, essa Chicorinha.
Ontem acabamos fazendo o que os livros e a pediatra nos alertaram para não fazermos: trocar de atividade a cada vez que ela chorava para acalmá-la. Tentamos colo, dar de mamar, ligar o móbile, cantar, dar banho de ofurô - tudo isso entre as 3 e 5 da manhã (o que não é tudo porque das 2 às 3 ela havia mamado e mamaria novamente das 5 às 6, ou seja, durante metade da madrugada permanecemos sem dormir), quando só então conseguimos vencê-la pelo cansaço.
Há tantas teorias e estamos em dúvida se atendemos suas demandas ou se tentamos adequá-la a uma sistemática sendo assim tão novinha. No fundo, acredito que não há escapatória, pois mesmo que implementemos uma rotina isso irá provocar igualmente seu choro e demorará um bom tempo para surtir efeito.
Eu por mim nos três primeiros meses, considerado período de adaptação, não me importo de dormir de dia ou de noite, desde que consiga somar pelo menos umas cinco horas de sono diárias. Menos que isso acredito que possa prejudicar muito meu humor, minha memória e produtividade.
Agora, que foi uma belezinha o primeiro banho de ofurô dela, isso foi. Ela estava chorando muito mas quando a mergulhamos na água automaticamente o choro cessou, e ela ficou o tempo todo satisfeita, curtindo sua piscininha com um olhar tão doce, e ainda reclamou na hora de sair...
Uma figura, essa Chicorinha.
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