segunda-feira, 23 de maio de 2011

Doce insônia

Essa noite não dormi nadinha. Sr. Chicório tinha endoscopia hoje e por conta disso não jantamos. Fiz um lanche rápido e acabei ficando com fome no meio da noite, o que estava me causando azia. Comi bolachas com suco de laranja e fiquei com mais azia ainda. Passei a noite entre a cama, o banheiro e o sofá. Assisti aos Clássicos do Multishow. Tentei dormir sentada mas o pescoço ficou dolorido.

Esse final de gravidez é bem desconfortável mas tem lá suas compensações. No meio da madrugada parei para sentir a movimentação da Chicorinha. Coloquei as mãos sobre a barriga e logo o que parecia ser um joelhinho ou um cotovelo começou a se projetar suavemente sob minha pele. Dali a pouco ela se ajeitava de novo, e eu conseguia distinguir e acariciar suas costinhas delicadas.

Falta tão pouco para eu finalmente conhecer a minha filha, olhar nos seus olhos e admirar a perfeição de cada uma dessas pecinhas que sinto se moverem dentro de mim. Tocar suas mãozinhas e pezinhos, reconhecer em seu rosto aquela figurinha doce do ultra 4D.

Lembro-me de cada ultrassom, desde quando ela era um feijãozinho só com o coração piscando na tela. Depois com treze semanas, já toda formada, dando saltos ainda involuntários como se vivesse dentro de um Aquaplay. Então no segundo trimestre o morfológico quase indistinguivel mas que me emocionou do mesmo jeito porque medindo seus órgãos internos era como se presenciássemos um milagre. E no 4D o amor que sentíamos passou a ter uma expressão, um rostinho redondo e encantador para nos lembrarmos.

Sei que um dia vou ser como as outras mães e sentir saudades da barriga, dessa sensação boa de ter um bebê dentro da gente. Enquanto isso sigo reclamando dos incômodos, desejando tê-la aqui do lado de fora comigo, ao mesmo tempo em que me despeço deste período em que ela tem sido parte de mim. Logo iremos atravessar juntas a nossa maior aventura, o momento desafiador e emocionante de sua chegada...

E a cada dia teremos certeza de que tudo valeu a pena...

domingo, 22 de maio de 2011

O pólen dos nenéns

Hoje o dia foi maravilhoso, almoçamos com pessoas queridas e ficamos batendo um papo gostoso. Nossa pequena ganhou vários presentes e o mais especial deles foi saber que alguém muito importante para nós também carrega um neném dentro de si... Foi uma notícia tão inesperada e ao mesmo tempo tão esperada por todos que a tarde brilhante e dourada de outono parecia estar celebrando a felicidade por sermos mães, pais, avós, bisavós, tias, primas e madrinhas...

Quando a gente fica grávida percebe que outras mães e pais que ficam sabendo da gravidez se lembram da chegada dos seus filhos e gostam de nos contar suas histórias e lembranças. Hoje eu me senti assim ao receber essa notícia, revivendo na memória o comecinho de tudo, quando descobrimos a Chicorinha... E foi algo ainda mais especial porque essa mamãe e esse papai também passaram pelas mesmas dúvidas que nós também tivemos um dia...

Eu acho que mais cedo ou mais tarde a Ciência ainda vai acabar descobrindo que os bebês chegam seguindo algum cronograma misterioso, em grupos específicos, pois é impressionante como em torno de nós surgiram novas notícias de gravidez desde então, e como a própria Chicorinha parece ter vindo numa dessas remessas, num momento em que havia outros nenéns próximos sendo gerados e nascendo.

Talvez as cegonhas organizem suas encomendas de modo a economizar nas viagens, ou então talvez os bebês tragam consigo algum pólen mágico, que espalham pelo ar para atrair outros bebezinhos...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O parto, este desconhecido

Até então eu não estava pensando nisso, mas agora na reta final da gestação comecei a ponderar o assunto. "Ponderar", neste caso, é um eufemismo para um turbilhão de pensamentos e sentimentos que envolvem ansiedade, medo, angústia e ao mesmo tempo confiança, tranqüilidade e entusiasmo... Imaginem tudo isso se alternando dia sim, dia não, na cabeça de uma pessoa...

No momento estou atravessando uma fase boa (e espero sinceramente que não seja só uma fase, mas que consiga permanecer assim até o grande dia), na qual acredito ser capaz de encarar o que vier, e por isso aproveitei o retorno do bom humor pra escrever este texto. Em outros dias não tão distantes já me encontrei mergulhada em profunda aflição por não saber o que esperar em tantos sentidos, se vai correr tudo bem com a Chicorinha, como vai ser a dor, o pós-parto...

A melhor imagem que vem à minha mente para ilustrar isso que tenho passado é a de se estar pela primeira vez na fila da montanha-russa (quando só se esteve antes no carrossel e no Formigão) imaginando o que te aguarda. E, como nos brinquedos mais radicais dos parques de diversões, o medo e a sensação de perder o controle é o preço que se paga pra viver as mais intensas emoções. 

Para mim, até ficar grávida, a única opção possível a ser considerada para o parto era a cesariana eletiva, ou seja, aquela com dia e hora marcados. Era claro como água: não queria passar pelas dores do trabalho de parto e ponto final. Queria definir eu mesma o momento de ir ao hospital, sem sobressaltos e sem ser pega de surpresa. Pra que todo esse sofrimento, afinal, se não é preciso passar por nada disso?

Depois de ler mais a respeito do assunto, no entanto, comecei a pensar nos prós de um parto normal: que de repente poderia ser mais tranqüilo do que eu imaginava, que depois estaria mais bem disposta pra cuidar da Chicorinha, sem falar em toda aquela campanha da Organização Mundial de Saúde...  Mas o que realmente me animou a considerá-lo como opção foi saber que quase nos finalmentes a gente recebe analgesia, uma espécie de anestesia mais fraca a ponto de aliviar a dor, mas que permite a evolução da passagem do bebê.

Diante destas questões todas e sem ser capaz de chegar a qualquer conclusão, optei por confiar a decisão quanto ao melhor parto à minha médica. O que ela considerar mais seguro para a Chicorinha e para mim, que seja. A doutora não é radical nem com relação à cesária nem ao normal, então acredito em seu equilíbrio para tomar a melhor decisão no meu lugar, já que não estudei Medicina nem nada, e nem tenho mais do que uma dúzia de experiências confiáveis - felizmente todas positivas, tanto com relação ao parto normal quanto à cesárea,  que as pessoas próximas vão me narrando - e ela tem centenas.

Enquanto procuro manter a cabeça no lugar, só tenho certeza de uma coisa: tudo o que eu desejo é que a Chicorinha chegue com saúde e que depois do parto, seja ele qual for, eu esteja bem física e emocionalmente pra cuidar dela com toda a dedicação, amor e carinho que a nossa pequena merece....

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Grávidas e filas

Uma das coisas que a gente aprende com a gravidez é a respeitar as grávidas. Eu sempre achei que fizessse parte das regras da boa educação ceder lugar para gestantes e idosos e por isso não me sentia incomodada em fazê-lo, mas não tinha consciência do quanto, às vezes, esse pequeno ato de gentileza pode significar muito mais do que isso para a pessoa beneficiada.

Hoje passei por uma situação que vale o registro. Aqui no meu trabalho estamos com o restaurante fechado e forma-se uma fila quilométrica na lanchonete onde almoço. Fui então um pouco mais cedo, mas mesmo assim já havia muita gente na fila. Para piorar, no meio do caminho tive uma câimbra na batata da perna.

Decidi pedir uma marmitex para não precisar passar na frente dos outros mas fui informada que, diante do excesso de pessoas, precisaria tê-la solicitado com antecedência.  Diante disso, do peso da barriga de oito meses e dar dor na perna resolvi fazer uso do meu direito de atendimento preferencial e pedi gentilmente licença a uma pessoa para entrar na frente dela. Esta, visivelmente contrariada, cedeu espaço. Logo depois ouvi alguém de trás da fila me chamando de folgada. Voltei-me e perguntei o que ela tinha dito, sem agressividade, e a pessoa respondeu com desdém: "nada, pode ficar aí mesmo". Então eu disse: "sim, pois eu tenho direito de ficar aqui". Ouvi mais um resmungo, mas não retruquei.  E desta vez não me senti constrangida nem nada, pois neste caso sabia quem estava com a razão.

Infelizmente não dá pra exigir que as pessoas tenham educação ou gentileza umas com as outras, mas pelo menos podemos exigir que nossos direitos sejam respeitados. Eu não costumo abusar da minha condição, dificilmente utilizo a gravidez como justificativa para passar na frente dos demais, a não ser nestes casos em que realmente estou me sentindo mal ou incomodada.

Muitas pessoas adotaram a cultura do 'problema seu, não tenho nada a ver com isso', mas acredito que a longo prazo isso se volte contra elas próprias, ao ajudarem a produzir uma sociedade mais fria e insensível. 'Azar seu se você tem necessidades especiais, azar seu se está passando mal, azar seu se é velho'... Só tomamos consciência disso ao nos encontrarmos numa destas situações, sem que haja alguém disposto a emprestar um pouquinho da sua juventude ou do seu bem estar, se não por simpatia, ao menos para reforçar valores sociais que também lhe serão úteis no futuro, no dia em que estiverem precisando.

E quando isso não acontece, a Lei está aí para ser lembrada, sempre que o bom senso faltar.

domingo, 15 de maio de 2011

O reflexo da calma

Eu adoro idéias simples e criativas. Quando soube do baldinho de acalmar neném fiquei doida pra arranjar um (e, graças à Marli, a Chicorinha ganhou o dela!) e  agora que conheci o método do  Dr. Harvey Karp de induzir o reflexo da calma nos bebezinhos também quero experimentá-lo com a filhota.

O legal é que ele reuniu várias práticas já bem conhecidas e desenvolveu uma metodologia que magicamente (pelo menos nos vídeos dele) fazem os bebês se acalmarem quase que de forma instantânea. Segundo o doutor, são pouquíssimos os bebês que choram por cólica. A maioria deles sente saudades da vida no útero, e a idéia é fazê-los retornarem a este estado de segurança em que viviam lá dentro. Reproduzindo-se as condições da vida intra-uterina, o bebê automaticamente retorna àquele estado. Isso é chamado de 'reflexo da calma'.

Este texto explica bem tanto a teoria da extero-gestação (segundo a qual nos primeiros três meses o bebê é tão imaturo que precisa permanecer envolvido por calor humano como se ainda estivesse na barriga) bem como o método do Dr. Harvey. Em resumo, são cinco os passos para aplicá-lo (leiam o texto linkado acima para mais detalhes). As seguintes ações devem ser combinadas e aplicadas em conjunto total ou parcialmente (às vezes bastam somente duas ou três) para acalmar o bebê:


1. Embrulhá-lo apertadinho: para isso serviam os cueiros, no tempo das nossas avós... O neném se sente seguro, como se ainda estivesse envolvido pelas paredes uterinas.

2. Colocá-lo deitado de lado: equivale a deixá-lo na posição que ele ocupava no útero, de cabeça para baixo (não dá pra fazer isso com ele agora porque causaria uma pressão desconfortável em sua cabecinha, o que não ocorria no útero porque ali ele flutuava em líquido amniótico).

3. Fazer "shhhhhhhhhhhhh" no ouvido dele: isso lembra a minha infância, pois era assim que meus pais ninavam as minhas irmãs. Este som lembra o que o bebê ouvia 24 horas por dia enquanto estava na barriga, e é chamado de "ruído branco". Isso explica por que o barulho das ondas do mar (outro tipo de ruído branco) exerce um efeito calmante até mesmo em nós, adultos.

4. Ninar (balançar) o bebê: esta técnica não precisa nem explicar, é universal. Importante dizer somente que deve-se fazer isso com muita delicadeza, pois sacudir um bebê bruscamente, mesmo ao brincar com ele, pode causar-lhe sérios danos físicos e levá-lo à morte.

5. Deixá-lo sugar: um dos principais reflexos do bebê é a sucção, pois ele precisa nascer sabendo disso pra poder se alimentar. Dentro do útero, ele passava boa parte do tempo exercitando esse instinto. Quando as quatro técnicas acima em conjunto não são suficientes, é necessário aplicar esta última. Quem não aprova a chupeta pode dar o dedinho (bem lavado, diga-se de passagem) para o neném, evitando que ele leve o próprio dedo à boca. Outra ação seria adotar a amamentação por livre demanda, ou seja, não definir horários fixos para alimentação do bebê.

Vale lembrar que se o bebê estiver realmente com alguma dor ou problema físico essas técnicas não serão capazes de acalmá-lo, aí é preciso investigar e solucionar a causa do choro.

E aqui estão os vídeos do pediatra e mágico Dr. Harvey Karp:

Parte 2
Parte 3
Parte 4

domingo, 8 de maio de 2011

Para as mamães

Eu sou mãe da Chicorinha não porque ela está sendo formada dentro da minha barriga, mas porque durante esse tempo ela está sendo formada aqui no meu coração. Gerar um filho a partir do amor cultivado torna iguais as mães que gestam e as mães que adotam, e as diferencia das mulheres que vivenciam a gravidez como um mero processo biológico, desprovido de importância e significado.

É engraçado como o egoísmo (pensar em si mesmo) e o altruísmo (pensar no outro) se misturam e se fundem nas mães, como se fossem uma única coisa. A gente deseja a maternidade por nós mesmas: pra podermos cuidar, educar, acarinhar, sentir o calor e a graça de ter uma criança. Mas isso nos torna altruístas porque requer dedicação, cuidado e, tantas vezes, sofrer um pouco e esquecer de si mesma para fazer o melhor pelo filho. E assim o ciclo se repete, porque isso nos enche de novo de felicidade e satisfação. 

Sinto esse paradoxo agora na gravidez, pois enquanto reclamo das dores e dos desconfortos, sou grata por tudo estar transcorrendo bem e naturalmente. Experimento desde já esse tempero agridoce, meio azedinho, mas delicioso...

Nunca tinha parado pra pensar nestas coisas até passar a vivê-las. Mães não são infalíveis (e o Renato Russo já dizia em Pais & Filhos: “são crianças como você...”), humanas, com seus gênios, humores e maus humores, dúvidas e opiniões formadas. Elas têm e precisam ter uma vida independente da maternidade, como indivíduos que são. Mas também sabem balancear individualidade com doação, e por isso deixo meus aplausos a estas verdadeiras equilibristas que seguem caminhando ainda que a corda balance ora para um lado, ora para o outro...

E é o amor que mantém seus pés firmes!

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que fazer, o que não fazer?

Eu já li bastante coisa em livros, revistas e na internet sobre como se adaptar e adaptar o bebê desde a sua chegada em casa. Inicialmente, estava concordando mais com o pessoal que defende a implantação de uma rotina bem estruturada, por exemplo: dar de mamar a cada três horas logo depois de trocar a fralda e colocar depois para dormir. Isso é legal porque torna tudo mais previsível tanto pra nós quanto para a criança. Por outro lado, também acho essa rotina muito engessada, e não me sinto à vontade para fazer as coisas seguindo o relógio (que aliás, eu quase nem uso).

Daí comecei a ler outros materiais que defendiam o inverso, ou seja, que no início (primeiros meses), os pais e o bebê ainda estão se conhecendo, então é importante deixar que as coisas fluam naturalmente, ou seja, o neném mama e recebe atenção sempre que pedir, e com o tempo a rotina da família vai se ajustando.

Uma das questões que me deixava mais confusa era se a gente deveria pegar e acalentar o neném sempre que chorasse ou se era melhor deixá-lo aprender a se acalmar sozinho, para que não ficasse tão dependente do colo. Gostei deste raciocínio:

A terapeuta Miriam Santos Lerner, especialista no trato com gestantes e jovens mães, diz que na visão da medicina chinesa a gestação do ser humano dura 18 meses: nove meses dentro do útero e mais nove fora do útero. Esse olhar provoca uma mudança radical no modo de se ver um bebê. Considerar o primeiro ano de vida como uma segunda gestação traz uma importância vital à qualidade da presença dos pais perto da criança. Nesse período, o bebê precisa ser aninhado, embalado, receber carinho e afeto – que será seu principal alimento, ao lado do leite materno. “Por isso ele quer tanto colo. Ele ainda está em formação,precisa do calor e da presença dos pais como precisava do calor e da segurança do útero”, diz ela, que, aliás, é contra deixar o bebê sozinho chorando no berço “para não se acostumar no colo”. (Fonte: Revista Vida Simples)

Penso o seguinte: vou ter só seis meses pra ficar com a minha filha durante a licença-maternidade e quero usar este período o máximo que puder curtindo-a, ninando-a e conhecendo-a. Pra que ficar regulando colo se eu mesma vou sentir falta de ficar mais com ela depois, e essa época não irá voltar? Além do mais, quando ela já estiver maior e começar a engatinhar e quiser explorar o mundo, naturalmente essa dependência de colo já irá diminuir bastante, então não preciso me preocupar se estou deixando-a 'viciada' em carinho...

O fato é que não existem fórmulas que garantam total sucesso na adaptação de pais e filhos. Aliás, sucesso neste caso é algo bem relativo, depende da rotina, do dia-a-dia, dos princípios e valores de cada família. Por isso cada uma tem que ir aprendendo, definindo seu próprio caminho, sem ficar se bitolando em livros, palpites e regras.

Às vezes no fórum do E-Family, que eu visito sempre, vejo algumas mães reclamando que não têm mais tempo para si depois que o neném nasceu. Concordo que não consigo abrir mão do meu tempinho pra tomar um banho tranqüilo, ouvir música, ver as novidades na internet e descansar, mas não acho que deixar de freqüentar barzinhos e viajar por, sei lá, um ano, chegue a ser assim tão frustrante. Mesmo porque este período é tão curto, é justamente o tempo de vivenciar essa experiência tão imensa e forte de ver uma pessoa ali, se formando bem diante dos seus olhos. E se dedicação ao trabalho e aos hobbies é um tempo que se dedica a si mesma, por que cuidar de um filho também não pode ser encarado assim, já que ter filho também é um projeto pessoal?

Sou muito fã de uma fotógrafa que demonstra bem com sua biografia que dá tempo de fazer tudo e um pouco mais desde que se deseje e se tenha prazer com isso. Ela criou cinco filhos, já foi dona de loja e aos quarenta anos descobriu o talento pra fotografia, ficando internacionalmente conhecida por seus trabalhos, sem falar que viajou praticamente o mundo inteiro em seus setenta anos de vida. Não quero perder de vista esse exemplo do 'quadro todo', vendo a minha trajetória como uma série de etapas que têm o seu próprio tempo, vivendo uma delas de cada vez, do jeito mais intenso que puder.